Motivação no Brasil Imprensa já aplica desde Janeiro de 2008 - Acordo Ortográfico - Ciberdúvidas da Língua Portuguesa
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Motivação no Brasil
Imprensa já aplica desde Janeiro de 2008

Um breve apanhado do que se passa no Brasil relativamente à aplicação do Acordo Ortográfico, na edição do Público de 30 de Dezembro de 2009. Ver ainda: Aplicar a nova ortografia em 2010 é uma precipitação? + Bastidores de acordos de 1911 e 1945: uma história com 20 anos... ou com um século

 

Em Setembro de 2008, na Academia Brasileira de Letras, no centenário da morte de Machado de Assis, o Presidente do Brasil promulgou o Acordo Ortográfico, que já antes tinha sido ratificado no país. Lula da Silva assinou vários decretos para definir as etapas da entrada em vigor até 2011. Em 2008, o Diário Oficial da União (equivalente do Diário da República) já aplicava as novas regras da ortografia. E em Janeiro desse ano, os principais títulos da imprensa brasileira — Folha de São Paulo, Estado de São Paulo, O Globo e Jornal do Brasil — também já o tinham feito. Nas escolas, o acordo está em fase de introdução e o assunto está presente na opinião pública. Na televisão, um pequeno filme de sensibilização com actores de telenovela explica as diferenças da nova escrita. As alterações na nova ortografia vão afectar cerca de 0,5 por cento das palavras no Brasil, enquanto nos outros sete países lusófonos, que adoptam a ortografia de Portugal, 1,6 por cento das palavras serão alteradas, escreveu o Folha online.

O embaixador do Brasil junto da CPLP em Lisboa, Lauro Moreira, disse ao Público não temer que este seja um processo a duas ou mais velocidades. «O facto de seis países já o terem ratificado é um estímulo para que os outros o façam o mais rapidamente possível.»

Fonte

Público, 30 de Dezembro de 2009

Sobre a autora

Ana Dias Cordeiro é licenciada em Economia e pós-graduada em Jornalismo Internacional, é jornalista do Público desde 2002, primeiro na secção Mundo, com reportagens em Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe e França, e desde 2009 na secção Cultura. Entre 1997 e 2002, colaborou com a revista Visão e a Rádio França Internacional, e, entre 1994 e 1997, foi freelancer no serviço mundial da BBC e colaboradora do Público e da Antena 1.