Pelourinho "/Nôventa/", "/nôstálgico"/, "/sôviético/"?! Quando, na oralidade, exageradamente se pronunciam determinados sons, chamamos a isso um preciosismo – uma forma exagerada de pronúncia. Mais ou menos tolerados, tais preciosismos chegam a entrar no domínio do erro e, nalguns casos, do ridículo. Já sobejas vezes neste sítio se tem chamado a atenção para a pronúncia de determinadas palavras, como ministro ou ... Maria João Matos · 30 de dezembro de 2005 · 1K
Pelourinho O português na rádio e na TV É sabido que a especificidade de cada meio de comunicação condiciona a transmissão da mensagem - até para que não se perca a sua eficácia. E que, por via disso, se impõe uma tolerância no uso aprimorado da língua no que se refere à rádio e à televisão - só assim, aliás, é que os puristas da gramática ainda conseguirão premir o botão do "on"… Mas o mau português tem de ser banido dos audiovisuais (nos jornais o problema não é tão chocante). É que, de facto, são demasiados os pontapés no portug... Alexandre Praça · 28 de dezembro de 2005 · 3K
Controvérsias // TLEBS A TLEBS no sapatinho da língua portuguesa Tenho sido contactado por alguns professores a propósito da TLEBS. A TLEBS é a Terminologia Linguística para os Ensinos Básico e Secundário, adoptada pela Portaria n.º 1488/2004, de 24 de Dezembro, que só deveria entrar em vigor após três anos de duração da experiência pedagógica. Mas, em Março deste ano, o Ministério da Educação enviou às escolas uma circular determinando que a TLEBS constitua uma referência no tocante às práticas lectivas, à concepção de manuais e a... Vasco Graça Moura · 21 de dezembro de 2005 · 3K
Diversidades Português "hi-tech" Um museu dedicado à língua que abre suas portas sem um livro sequer no acervo poderia parecer o mote de um escândalo cultural provocado por falta de verbas, mas no caso do muito bem patrocinado Museu da Língua Portuguesa, em construção em São Paulo, o plano é esse mesmo, e as reações (de espanto) ao projeto são as mais positivas. Inovadora no Brasil, a instituição seduzirá os visitantes com tecnologia moderna e um acervo nada ortodoxo engendrado pelo trabalho conjunto de acadêmicos e artistas fa... Eduardo Fradkin · 20 de dezembro de 2005 · 3K
Acordo Ortográfico // Notícias Portugal pode pedir adiamento para adopção do Acordo Ortográfico Assinalando os 15 anos sobre a assinatura do Acordo Ortográfico, entre os sete países, na altura, de lingua oficial portuguesa, o diário português "Público" trouxe esta notícia, da autoria da jornalista Kathleen Gomes: «O controverso Acordo Ortográfico tem estado adormecido, mas não foi enterrado. Ultrapassados os processos burocráticos que têm atrasado a sua concretização na última década e meia, Portugal admite pô-lo em prática, mas pedindo uma prorrogação do seu prazo de ap... Kathleen Gomes · 16 de dezembro de 2005 · 5K
Pelourinho O abstruso Pais "Natal" Será assim tão difícil entender que o vocábulo natal – seja na acepção de substantivo (o Natal) ou de adjectivo (terra natal) – flexiona-se sempre em número ( os Natais, terras natais)? Não obstante o óbvio e o que aqui (há anos!...) se regista, lá voltámos a ouvir nas televisões portuguesas o abstruso Pais “Natal”. A época bem convida à tolerância, mas francamente!... José Mário Costa · 13 de dezembro de 2005 · 5K
Ensino Claudicar nos exames A intenção do Ministério da Educação [de Portugal] de reduzir os exames nacionais no ensino secundário é um passo no mau sentido. E um péssimo sinal vindo de uma equipa ministerial que, com destaque para a ministra, tinha até ao momento dado boas indicações. É que, gostemos ou não, a realização de exames é, quando correctamente aplicada, um instrumento importante para melhorar as aprendizagens e tornar menos aleatório o sistema de acesso ao ensino superior.Como tudo na vida, os exames nã... José Manuel Fernandes · 8 de dezembro de 2005 · 4K
Controvérsias «O candidato passou a ser eu» – sintacticamente correcto «O candidato passei a ser eu» – enfaticamente correcto Sobre as frase em causa, vejamos: A frase a) tem as palavras na ordem sintáctica normal. Por isso, a frase b) leva-nos a pô-la de lado, discordando do modo como se encontra formada sintacticamente no que respeita à posição dos vocábulos: «O candidato passei a ser eu.» Se o sujeito desta oração é "o candidato" e não "eu", a forma correcta do verbo é passou e não passei. É assim que muitos argumentam. José Neves Henriques (1916-2008) · 5 de dezembro de 2005 · 4K
Controvérsias «O candidato passei a ser eu» = «O candidato passou a ser eu» Parecem-me correctas e aceitáveis ambas as frases. Se considerarmos que é a chamada ordem directa a mais usual em português (sujeito, predicado e complementos), em «O candidato passou a ser eu», o sujeito é O candidato, e eu é o nome predicativo do sujeito. Se, porém, optarmos por «O candidato passei a ser eu», equivalente a «(Eu) passei a ser o candidato», o sujeito é (eu), e o candidato é o nome predicativo do sujeito. Por outras palavras, su... F. V. Peixoto da Fonseca (1922-2010) · 5 de dezembro de 2005 · 2K
Controvérsias É preferível «O candidato passei a ser eu» A frase em análise é composta por: Sujeito - «O candidato» Predicado - «passei a ser eu» Predicativo do sujeito - «eu» Nem sempre o sujeito e o predicativo, embora refiram a mesma entidade, concordam em género, número ou pessoa. «Tudo o resto são mentiras» é uma frase aceitável, tal como a frase em apreço o é. Do meu ponto de vista, é, mesmo, preferível a «O candidato passou a ser eu». Até porque esta frase mantém a discordância de ... Edite Prada · 5 de dezembro de 2005 · 3K