Pelourinho Mobiliário ≠ imobiliário «Terá sido contactado há algum tempo por Robert Murat, para fazer um site na Internet ligado ao negócio mobiliário.» Como esta informação* foi ilustrada com imagens de locais e apartamentos, a palavra a utilizar deveria ter sido imobiliário («negócio imobiliário»). Mobiliário significa «relativo a móveis (a mobília)», «referente a bens móveis», enquanto imobiliário se utiliza para designar bens imóveis, não susceptíveis de ser deslocados, como é o caso de casas ou terrenos. Maria Regina Rocha · 17 de maio de 2007 · 22K
Pelourinho Rubrica é uma palavra grave (e não esdrúxula) Rubrica («título ou entrada que constitui indicação geral do assunto, da categoria», «assinatura abreviada») é uma palavra grave – pelo que a sua sílaba tónica é a penúltima (bri), e não a antepenúltima, não tendo, portanto, nenhum acento. Palavra grave – e não esdrúxula, como se ouve frequentemente no audiovisual português. Maria Regina Rocha · 15 de maio de 2007 · 6K
Pelourinho A obrigatoriedade das vírgulas em orações intercaladas «Mas caso o italiano deixe o comando dos merengues, o eleito deverá ser o alemão Bern Schuster.» «É que se se os londrinos não perderem, igualam a marca do Liverpool (…).»* «Caso o italiano deixe o comando dos merengues» e «se os londrinos não perderem» são orações introduzidas no meio de outras, pelo que deverão ficar entre vírgulas. Na primeira frase, a oração inicial é «mas o eleito deverá ser o alemão Bern Schuster»; na segunda, «é que [os londrinos] igualam a marca do Liverpool». Maria Regina Rocha · 14 de maio de 2007 · 4K
Pelourinho Ainda a colocação do pronome em orações temporais Notícia* sobre o aniversário da menina inglesa desaparecida no Algarve: «Os pais apelaram à intensificação dos esforços para localizar a filha, enquanto a população local multiplicou-se em iniciativas de solidariedade.» «(…) enquanto a população local se multiplicou em iniciativas de solidariedade» — assim deveria ter sido dito, com o pronome a preceder a forma verbal, dado o facto de pertencer a uma oração temporal (iniciada por enquanto). Maria Regina Rocha · 14 de maio de 2007 · 4K
Pelourinho «Porque é que» Mais este exemplo do uso indevido do advérbio interrogativo porque: «Por que é que as autoridades portuguesas não fech... Maria Regina Rocha · 13 de maio de 2007 · 5K
Controvérsias // Sobre o ponto de exclamação Contra a exclamação * «Um mundo sem pontos de exclamação é um mundo de linguagem mais criativa, mais subtil, mais ambígua», escreve o autor neste artigo transcrito do jornal "Público" de 12 de maio de 2007, com a devida vénia. Pedro Mexia · 13 de maio de 2007 · 8K
Pelourinho De + a + oração infinitiva Extracto de uma notícia do matutino 24 Horas (de 8 de Maio de Maio 2007) sobre o rapto da pequena Madeleine, na praia da Luz: «Pode até tratar-se de um rapto com motivações sexuais, mas também não se pode excluir a hipótese <span style="background:... Maria Regina Rocha · 12 de maio de 2007 · 3K
Pelourinho "Idiomicídio", dizem eles O que é verdadeiramente escrever mal? Dizer mal? Os que falam em desrespeito intolerável pela língua são apodados de puristas, normativos, conservadores. Não raro, há crispações em torno do tema da fixação da norma e da aceitação dos usos. Os exemplos abaixo nada têm que ver com esse tema. São simplesmente casos em que o jornalista revela ignorar a estrutura da sua língua materna. «Seis algarismos apenas causaram o motivo da discórdia.» (DN, 5-5-07) — Devia estar: causaram a discórdia. Ana Martins · 12 de maio de 2007 · 5K
Antologia // Portugal Invenção da escrita Com as minhas mãos calejadas e fortesaprendi a trabalhar novos materiais:depois da pedra veio o bronze,depois da madeira o aço, o barro e o ouro.Eu não parava de crescerem tudo aquilo que aprendia, eu não parava de me deslumbrarcom tudo aquilo que descobria e ainda me faltava aprendertanta, tanta coisa. Um diadisse para comigo: "O que aprenderestambém deves ensinar",e foi assim que fiz dos filhosmeus alunos e dos alunosmeus her... José Jorge Letria · 11 de maio de 2007 · 4K
Ensino Os grandes problemas do ensino do Português Reflexão suscitada pela Conferência internacional sobre o ensino do Português Como professora do 3.º Ciclo do Ensino Básico e do Ensino Secundário, participei na Conferência internacional sobre o ensino do Português, realizada no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, nos dias 7, 8 e... Sónia Valente Rodrigues · 11 de maio de 2007 · 7K