Controvérsias // Locuções À distância, e não à pressa «Ensino a distância», ou «ensino à distância»? O consulente Pedro Múrias (jurista, Lisboa) mostra defende que «ensino à distância» encontra apoio em certas expressões fixas. Em várias respostas e sem discordância recente, o Ciberdúvidas tem defendido que se deve dizer e escrever «a distância» em vários casos em que o uso consagra «à distância». Venho tentar persuadir os consultores do Ciberdúvidas de que não é essa a melhor opção e de que se justifica inverter a orientação seguida. Pedro Múrias · 3 de maio de 2011 · 9K
O nosso idioma // Neologismos Idadismo e idadista «Os portugueses são muito idadistas.» Assim mesmo, sem espinhas e sem aspas, escrevia Miguel Esteves Cardoso (MEC), na sua crónica habitual no Público, de 14 de Abril. Para depois acrescentar: «Até os velhos mais malandros, mais magros e atilados do que eu, como o Marcelo Rebelo d... Paulo J. S. Barata · 2 de maio de 2011 · 9K
Pelourinho Unicidades a menos e a mais de um 1.º de Maio O recorrente tropeção na "precaridade" e a errada grafia 1º de Maio neste apontamento, envolvendo os líderes da CGTP e UGT, as duas centrais sindicais portuguesas. Pretexto, ainda, para uma nota sobre as novas José Mário Costa · 2 de maio de 2011 · 5K
Pelourinho // Atestação/significado de palavras O displicente "displiciente" Tenho constatado ultimamente que, nas entrevistas publicadas em jornais portugueses, as situações de mau uso da língua são ainda mais frequentes. Já não falo sequer ao nível da sintaxe, sobre o que muito haveria a dizer, mas da simples ortografia. Transpor o registo oral para o registo escrito, preservando, de forma escorreita e na justa medida, as marcas da espontaneidade e da coloquialidade do primeiro, é um exercício mais exigente do que à primeira vista pode parecer. E não estou certo de ... Paulo J. S. Barata · 29 de abril de 2011 · 5K
Antologia // Portugal A Palavra Mágica Nunca o Silvestre tinha tido uma pega com ninguém. Se às vezes guerreava, com palavras azedas para cá e para lá, era apenas com os fundos da própria consciência. Viúvo, sem filhos, dono de umas leiras herdadas, o que mais parecia inquietá-lo era a maneira de alijar bem depressa o dinheiro das rendas. Semeava tão facilmente as economias, que ninguém via naquilo um sintoma de pena ou de justiça — mesmo da velha —, mas apenas um desejo urgente de comodidade. Dar aliviava. (...) Vergílio Ferreira · 19 de abril de 2011 · 11K
Pelourinho // Pronúncia "Oscultar" o país?! Numa entrevista à jornalista Fátima Campos Ferreira, a propósito do seu novo programa, Portugal e o Futuro, composto por um especial informação sobre o estado do país e por um ciclo de entrevistas aos chamados senadores da República, que passa na RTP 1, após o Telejornal, o Diário de Notícias escrevia, na sua edição de 11 de Abril: «A operação informativa Portugal e o Futuro vai oscultar a sociedade e servir de moderadora»! Paulo J. S. Barata · 19 de abril de 2011 · 9K
Pelourinho FMI é uma sigla, e não um acrónimo «O acrónimo do Fundo Monetário Internacional tornou-se no último ano no símbolo do pesadelo que o país [Portugal] teria de viver caso recorresse, como recorreu, à ajuda externa para evitar a insolvência do Estado.»1 FMI, de Fundo Monetário Internacional, não é um acrónimo, mas uma sigla. Tal como CGTP, UGT, RTP, PT ou MPLA são siglas, e não acrónimos. Porque se lêem letra a letra: F-M-I, C-G-T-P. U-G-T, R-T-P, P-T, M-P-L-A… José Mário Costa · 18 de abril de 2011 · 6K
Pelourinho // Atitudes linguísticas Nos antípodas da afirmação do idioma nacional Na véspera do jogo de futebol Tottenham-Real Madrid, para os quartos-de-final da Liga dos Campeões, noticiou-se — sem se explicarem as razões, valha a verdade — que o clube espanhol proibira os jornalistas brasileiros e os portugueses presentes em Londres na conferência de impren... José Mário Costa · 14 de abril de 2011 · 4K
Antologia A língua portuguesa* A língua portuguesa é, sem dúvida alguma, uma língua particularmente harmoniosa e musical. Os seus ritmos são doces; as palavras que a tecem, em geral desprovidos de acentos, são tristes como côres de tons pálidos, e expressam-se sempre em voz baixa. Isto dá nevoeiro de ideal à prosa, e presta serviços inestimáveis ao artista melancólico, que é por via de regra português. Alberto d'Oliveira · 6 de abril de 2011 · 4K
Pelourinho // Neologismos Greciarizar: uma palavra efémera! Agrada-me sempre ser surpreendido pela língua viva falada ou escrita. Foi o que aconteceu ao ler o artigo de Pedro Falcão, Vamos "greciarizar" Portugal?, publicado no Diário de Notícias, de 4 de Abril de 2011. A razão da surpresa é aquele verbo, "greciarizar", desde logo colocado entre aspas pelo seu autor. Ass... Paulo J. S. Barata · 6 de abril de 2011 · 5K