Controvérsias // Análise e classificação gramaticais Os predicados secundários ou predicativos Em apoio do comentário em que contesta o uso do termo gramatical «predicativo do sujeito» para designar o constituinte que forma predicado com um verbo copulativo, o consulente Virgílio Dias enviou o estudo que a seguir se apresenta (manteve-se a numeração original). Toda a controvérsia aqui. 222 — Predicado é aquilo que se diz a respeito do sujeito. Na frase: João comprou um caderno. — falamos de João. — acerca do João diz-se: comprou um caderno «João» é o sujeito«Comprou um caderno» é o predicado Virgílio Dias · 31 de julho de 2011 · 8K
Controvérsias // Análise e classificação gramaticais Sobre o predicativo do sujeito (Virgílio Dias) I Acabo de ler a [...] análise [de Carlos Rocha], que transcrevo: «"O caminho fica longe." sujeito: "o caminho" predicado: "fica longe" predicativo do sujeito: "longe" Atenção, que, numa perspectiva tradicional, há gramáticos que atribuem ao advérbio longe a função de complemento circunstancial de lugar.» Comentário: Virgílio Dias · 30 de julho de 2011 · 5K
Controvérsias // Análise e classificação gramaticais O pronome quem, indefinido relativo 1. Quem é um pronome indefinido que tem usos relativos e interrogativos. Como relativo, quem implica sempre um antecedente que se pode apresentar expresso ou semanticamente incorporado. Por isso, o relativo quem nunca pode estar na origem de orações substantivas. Virgílio Dias · 30 de julho de 2011 · 31K
O nosso idioma // Neologismos Deseurabificação?!?! A recente tragédia da Noruega, em que um jovem fundamentalista cristão chacinou mais de 80 pessoas, levou os jornais a debruçar-se sobre as ideias contidas num Manifesto que este teria escrito. O Diário de Notícias (de 25 de Julho de 2011, p. 4) apresentou até algumas passagens do mesmo, não sei se com tradução própria, se alheia. E a dado passo surge isto: «Os europeus nativos devem exigir um período transitório de deseurabificação pública […]» Paulo J. S. Barata · 29 de julho de 2011 · 4K
Pelourinho // Pronúncia "Competividade", esse exemplo de poupança silábica Ainda agora [em Portugal] se apontou o mau exemplo das páginas em branco, propositadamente em branco e assim assinaladas, nos boletins dos exames nacionais. Houve quem fizesse as contas e chegasse às mais de duzentas mil folhas desperdiçadas. Obcecados por números e oscilações bolsistas, os críticos não perceberam o “momento Mallarmé” que era oferecido aos alunos. Luís Carlos Patraquim · 29 de julho de 2011 · 6K
O nosso idioma // Literatura Memorial do Convento, «uma permanente homenagem à língua portuguesa» Apontamento do autor ao romance Memorial do Convento, de José Saramago, transcrito do livro Memorial do Convento, José Saramago, 25 anos da 1.ª edição: A recepção da crítica na época,. Luís Francisco Rebelo · 27 de julho de 2011 · 10K
O nosso idioma // Concordância «Não sou um dos que recusa», ou «dos que recusam»? Mal iniciara seu discurso, o deputado embatucou: — Senhor Presidente: não sou daqueles que... O verbo ia para o singular, ou para o plural? Tudo indicava o plural. No entanto, podia perfeitamente ser o singular: — Não sou daqueles que... Não sou daqueles que recusam... No plural soava melhor. Mas era preciso precaver-se contra essas armadilhas da linguagem — que recusa? —, ele facilmente caía nelas, e era logo massacrado com um aparte. Não sou daqueles que... Resolveu ganhar tempo: Fernando Sabino · 25 de julho de 2011 · 5K
Antologia // Portugal Madre língua portuguesa Madre língua portuguesa,Sombra dos coros divinos;— Milagre da naureza:De rouca e surda rudezaErguida em sons cristalinos![...]Alta espada de dois gumes,Castelo das cem mil portas:Língua viva, que resumes — Rescaldo de ttantos lumes! —O génio das línguas mortas...[...]Ai de mim! Para louvar-te,Chovessem na minha mãoEstrelas de toda a parte;Fosse um trovão a minha arte;Fosse a minha alma um vulcão! António Correia de Oliveira · 24 de julho de 2011 · 6K
O nosso idioma «Há anos "atrás"» «Entrámos para o euro há dez anos atrás», «Deveriam ter sido tomadas medidas adequadas há muito tempo atrás»: este tipo de frases ouve-se cada vez mais, havendo quem considere correcta a utilização da palavra atrás como forma de intensificar a ideia de passado. Ora, expressões do tipo «há anos atrás», «há meses atrás», «há muito tempo atrás» estão incorrectas. Nem podemos sequer considerar que há uma redundância aceitável. Maria Regina Rocha · 15 de julho de 2011 · 130K
Acordo Ortográfico // Controvérsias (anti) O acordês e a glotofagia Convenção e exclusão no mundo de língua portuguesa «Reconheço algo de nobre na ideia de unificar, juntar, como se pudéssemos todos "falar a mesma língua". Porém, a mesma língua pode falar-se nas variantes existentes e, se há fracturas e incompreensões, elas são atribuíveis a questões políticas e económicas e nunca a questões ortográficas», escreve o professor António Jacinto Pascoal neste artigo de opinião publicado no dia 14 de julho de 2011 no jornal Público. António Jacinto Pascoal · 14 de julho de 2011 · 1K