Pelourinho // Abreviaturas PEC, "PEC’s", "Peques" & outros usos Vivemos num quotidiano pejado de siglas e de acrónimos. Porventura pela profusão de organizações, planos, programas, projectos, porventura pela rapidez com que tudo ocorre, porventura também para poupar espaço e/ou evitar as repetições. Não há praticamente jornal, revista, ou até livro, que esteja imune a este fenómeno. E nesse uso vale quase tudo, boas e más práticas: usar apóstrofo para os(as) pluralizar, colocar entre parêntesis a primeira vez que ocorrem ou nem isso, lexicalizá-los(as) de... Paulo J. S. Barata · 14 de junho de 2011 · 6K
Antologia // Portugal Cantar em que a língua fala Cantei nos Cantares de Amigo, cantando, a Pátria nasceu; Portugal floriu comigo quando a poesia cresceu. Ai flores, ai flores dos Cancioneiros,oh graça e sorriso dos poemas primeiros! Ondas do mar me embalaram, tanto andei a navegar, que nos meus ritmos ficaram íris e longes do mar. <... Afonso Lopes Vieira · 8 de junho de 2011 · 4K
Pelourinho // Ortografia «"Veem" mesmo a calhar» Na secção Cartas do semanário Expresso, de 28 de Maio de 2011, uma leitora, escrevendo sobre a crise que se vive Portugal, invoca o recente filme de Roland Joffé,... Paulo J. S. Barata · 3 de junho de 2011 · 5K
O nosso idioma // Neologismos Bitaite e bitaitar E, pronto! Aí está ele, o verbo bitaitar, assim mesmo e sem aspas, utilizado por Ferreira Fernandes, na sua habitual coluna da última página do Diário de Notícias, numa crónica intitulada «Não, não pode, um ponto é tudo!» (12 de Maio de 2011): «Há uma norma fundamental, não escrita mas que é aceite pelos líderes partidários, que é a de não bitaitar sobre cenários a vir.» Paulo J. S. Barata · 26 de maio de 2011 · 11K
O nosso idioma Meretrizar Vasco Graça Moura (VGM) é um polemista de escrita vigorosa e impressiva. Leio-o sempre com gosto, admirando a imagética das crónicas e a intencionalidade da escrita, quantas vezes feita deliberadamente para chocar. O que se torna ainda mais patente quando cruzamos a truculência das suas crónicas, sociais e políticas, com a sensibilidade da sua obra de poeta, tradutor, romancista, ensaísta. Paulo J. S. Barata · 19 de maio de 2011 · 2K
Lusofonias A lusofonia no meio de algumas contradições Artigo publicado na revista Letras com Vida, do Centro de Literaturas e Culturas Lusófonas e Europeias (Clepul), da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, n.º 2, do segundo semestre de 2011. Redigido conforme, já, as novas regras do Acordo Ortográfico. É um facto que nesta primeira década do século XXI a Lusofonia se está a afirmar como uma realidade, ainda que em construção permanente, com avanços e recuos, como é próprio de um crescimento em idade jovem. Fernando Cristóvão · 19 de maio de 2011 · 7K
Antologia // Portugal Grammatica rudimentar Aquelle Manuel do RegoÉ rapaz de tanto tinoQue em lirio põe sempre y grego,E em lyra põe i latino!E como a gente diz ceiaEscreve sempre ceiar;Assim como de passeiaTira o verbo passeiar!Nunca diz senão peiorNão só por ser mais bonito,Mas porque achou num auctorQue deriva de sanskrito.Escreve razão com s,E escreve Brasil com z:Assim elle nos quizesseDizer a razão porquê!Também como diz — eu soubeJulga que eu poude é correct... João de Deus · 11 de maio de 2011 · 3K
Controvérsias Três razões para ser «à distância» (e não «a distância») Contestando a tese contrária – cf. Textos Relacionados –. Maria Regina Rocha considera que «à distância» é a expressão correcta por três razões. Deverá dizer-se «ensino à distância», ou «ensino a distância»? Considero que «ensino à distância» é a construção correcta. A expressão «à distância» ou constitui uma locução adverbial (ex.: «À distância, o general observava atentamente a movimentação das tropas»), ou faz parte de uma locução prepositiva (ex.: «Estavam à distância de 200 metros do quartel»). Maria Regina Rocha · 9 de maio de 2011 · 20K
Pelourinho // Gralhas Gralhas e corvos! Quando, num texto, uma gralha é particularmente danosa, costumo utilizar a frase: «isso não é uma gralha, é um corvo», jogando aqui com o duplo sentido da palavra. Admito que a use por os corvos serem aves de maior porte do que as gralhas e necrófagos, portanto, particularmente nefastos. Não sei sequer onde ouvi a expressão, ou quem a cunhou, mas costumo usá-la. Paulo J. S. Barata · 9 de maio de 2011 · 5K
Antologia // Brasil Declaração de amor Crónica da escritora brasileira Clarice Lispector (1920-1977) , incluída no livro A Descoberta do Mundo, editado postumamente, em 1984. Clarice Lispector · 3 de maio de 2011 · 7K