Pelourinho // Mau uso da língua no espaço público Enfrentar... "de frente"! «[…] agora chegou a hora de o enfrentarmos de frente […]» Bom dia, Portugal, RTP 1, 13 de março de 2014, 8h53 Não me recordo de já ter lido ou ouvido tal expressão, mas sei que é mais um pleonasmo vicioso. Enfrentar é sempre «atacar de frente», «encarar», «defrontar», «estar ou colocar(-se) defronte a». Aquele «de frente» é, pois, uma demasia criticável, um excesso condenável, a juntar a muitos outros de que já aqui demos conta. Paulo J. S. Barata · 21 de março de 2014 · 6K
O nosso idioma // evolução semântica Prescrever Crónica de Wilton Fonseca acerca de como a vida política em Portugal tem consequências até linguísticas, como seja o empobrecimento semântico do verbo prescrever (texto publicado no jornal i de 20/03/2014). A ministra da Justiça prescreveu a receita do êxito: viu o seu ministério eleito o primeiro executor das exigências da troika e garantiu que a impunidade não tem futuro em Portugal. Wilton Fonseca · 21 de março de 2014 · 3K
O nosso idioma // O português em Angola «Espero que "estejes" certo e "sejes" feliz» Problemas com o conjuntivo no problema maior de um casal desavindo, com ele a sair de casa, «farto» dos ciúmes dela – em mais uma crónica do autor sobre os usos do português em Angola, no semanário "Nova Gazeta", de 20/03/2014. Edno Pimentel · 20 de março de 2014 · 7K
Pelourinho // Ortografia Um "têem" com origem em vêem? «Os muitos problemas de um homem perturbado têem origem na relação conflituosa com o pai.» Confrontação (1998), MOV, 15 de março de 2014, 15h35 Paulo J. S. Barata · 19 de março de 2014 · 7K
O nosso idioma // O português em Angola «Casebre não é "diminuitivo" de casa» A estupefação da turma – alguns alunos com idade de ainda se lembrarem do que se ensinava no «tempo do colono» – assentava, afinal, num outro equívoco... bem mais pequenino. Crónica do autor na sua coluna "Professor Ferrão", do semanário angolano Nova Gazeta, de 13/03/2014. Edno Pimentel · 13 de março de 2014 · 47K
O nosso idioma // Ciência e tecnologia Os livros digitais Os livros em formato digital põem as livrarias e bibliotecas de todo o mundo ao alcance de quem vive à margem dos grandes centros urbanos, defende Ana Sousa Martins nesta crónica originariamente elaborada para a rubrica "Palavrar" do programa Páginas de Português, na Antena 2. Acho que qualquer pessoa consegue fazer o levantamento das vantagens e desvantagens do e-book por oposição ao livro em papel. Ana Martins · 12 de março de 2014 · 6K
Antologia // Brasil Língua Esta língua é como um elásticoque espicharam pelo mundo.No início era tensa,de tão clássica. Com o tempo, se foi amaciando,foi-se tornando romântica,incorporando os termos nativose amolecendo nas folhas de bananeiraas expressões mais sisudas. Um elástico que já não se podemais trocar, de tão gasto;nem se arrebenta mais, de tão forte. Um elástico assim como é a vidaque nunca volta ao ponto de partida. Gilberto Mendonça Teles · 12 de março de 2014 · 7K
Acordo Ortográfico // Controvérsias Das incoerentes e infundadas críticas ao Acordo Ortográfico «A escrita é uma convenção, que se pode alterar como e quando quisermos, sem que isso afete a língua», recorda-se neste texto, cujo o autor, linguista moçambicano, rebate nele, «por incoerentes ou infundados», alguns argumentos mais recorrentes dos que se opõem ao Acordo Ortográfico de 1990. In blogue Travessa do Fala-Só. Vítor Lindgaard · 7 de março de 2014 · 8K
Acordo Ortográfico // Controvérsias Ortografias e outras banalidades «Inútil [a polémica à volta do Acordo Ortográfico], porque sendo o português a língua oficial adotada por oito Estados soberanos, que outros instrumentos, além do tratado internacional, seriam aptos para selar os compromissos de política da língua que os representantes destes povos entenderem úteis?» Artigo publicado no "Jornal de Notícias", de 7/03/2014. Pedro Bacelar de Vasconcelos · 7 de março de 2014 · 5K
Ensino // PLE Língua portuguesa: contrastes e balanços No ano de 2014 continua ainda muito por fazer quanto a um ensino que promova adequadamente o português para enfrentar os desafios do mundo contemporâneo – é a conclusão das observações de Ana Sousa Martins numa crónica transmitida em finais de 2013 no programa Páginas de Português (Antena 2). Numa altura de fim de ano, em que é comum fazerem-se balanços, vale a pena olhar para o que se diz e o que se faz (ou não se faz) pelo ensino da língua portuguesa no mundo. Ana Martins · 7 de março de 2014 · 8K