Novas dicas para não errar, «o primeiro milho...», neologismo literário, como + conjuntivo e trânsito
1. É próprio do funcionamento das línguas a manifestação de usos variados. Contudo, as necessidades de coesão social no passado e no presente levam a favorecer palavras e construções em detrimento de outras. Define-se, portanto, uma norma-padrão, pela qual se afere o que é correto e incorreto na prática linguística, promovendo a integração dos indivíduos. Ao encontro deste propósito, elaboram-se gramáticas e dicionários, mais ou menos especializados, bem como prontuários e guias de uso, que costumam incluir reportórios de erros de linguagem a que se associam explicações acessíveis (na medida do possível). Como se sabe, o objetivo deste tipo de obras não é nada estranho à atividade do Ciberdúvidas, que, desde a sua fundação, tem procurado dar a conhecer o que a este respeito se vai publicando em Portugal e nos outros países de língua portuguesa. É o caso de 365 Dicas para Não dar Erros, como se salienta na nova apresentação que atualiza a rubrica Montra de Livros.
A propósito de erros, sugere-se ainda a leitura de um comentário de Regina Rocha, no Pelourinho, acerca do uso incorreto do verbo assistir , numa frase referente ao atentado das Torres Gémeas, ocorrido em Nova Iorque, em 11 de setembro de 2001, faz precisamente neste dia um quarto de século.
2. Diz a tradição popular que «O primeiro milho é dos pardais», mas de que milho e de que pardais se fala? A resposta é dada pela professora Carla Marques em O Nosso Idioma.
3. Num livro recente do escritor português Valter Hugo Mãe, lê-se "assozinhar" na frase «Queria assozinhar por inteiro e mais nada». Este verbo existe? No Consultório, comenta-se ainda o uso da conjunção como com o verbo no conjuntivo, por exemplo, em «como fosse jovem, tinha muitos sonhos». É legítimo transpor esta frase para os tempos do presente e escrever «como seja jovem, tem muitos sonhos»?
4. Se o s de tenso e de ganso, que ocorre depois de consoante, é surdo, tal como se articula e ouve em saco e massa, então como se justifica que o s de trânsito soe como o /z/ de casa? Será este mais um caso da chamada "pronúncia viciosa"? Em O Ciberdúvidas Vai às Escolas, propõe-se uma explicação.
5. Quanto aos programas produzidos pela Associação Ciberdúvidas da Língua Portuguesa para a rádio pública portuguesa, toda a informação se encontra disponível na página principal e nas Notícias.
