DÚVIDAS

Oração subordinante vs. frase
Gostaria que me esclarecessem quanto à terminologia a utilizar no que respeita à designação de frase subordinante ou oração subordinante. De fato, tenho reparado que há manuais que utilizam a designação de oração subordinante, enquanto outros designam de frase subordinante, que me parece ser mais correto.Por exemplo na frase: «O Pedro gostou da pera porque estava madura», estamos perante duas orações, a primeira oração subordinante, a segunda oração subordinada adverbial causal, introduzida pela conjunção subordinativa causal — porque —, de acordo com a anterior nomenclatura.Ora, consultando o Dicionário Terminológico parece-me mais correto considerar que estamos perante uma oração subordinada adverbial causal e uma frase subordinante, pois oração é a «Designação tradicional para os constituintes frásicos coordenados e subordinados contidos em frases complexas».Então, como estamos perante uma frase complexa, será mais correto designar a tradicional oração subordinante de frase subordinante.
Ainda «Veja(m)-se as seguintes...»
Na consulta a Sandra Duarte Tavares, em 14/02/2012, sob o título Análise de «Veja(m)-se as seguintes...», estranhei a resposta. No Brasil só admitimos o plural, considerando que se trata de voz passiva analítica, em que o sujeito é «as seguintes», e a partícula se é pronome apassivador. Humildemente e no meu fraco entender a respeito de outras possibilidades, quero saber qual seria a função da partícula se no caso de usarmos o singular «Veja-se as seguintes».
Análise de «Veja(m)-se as seguintes...»
Prezados, há uma dúvida muito grande no mundo jurídico no que se refere à correta regência/flexão do verbo ver quando utilizado nas seguintes frases: «Veja-se as seguintes transcrições doutrinárias» ou «Vejam-se as seguintes transcrições doutrinárias». A primeira pergunta é: está correta a utilização do verbo na frase com a partícula se (ou seja, o correto seria «veja-se», ou «veja»)? A segunda pergunta: qual é a flexão correta no exemplo dado, «veja-se», ou «vejam-se»? O esclarecimento dessas dúvidas, por certo, ajudará diversos juristas que labutam na advocacia diária, bem como os magistrados.
ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de LisboaISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa