DÚVIDAS

Complementos do nome e modificadores restritivos
Li as explicações que são dadas no vosso site, mas continuo a ter dificuldades em distinguir os complementos do nome dos modificadores restritivos quando são introduzidos por de. Por que razão em «a construção do edifício», «a oferta de livros» e «a estação do metro» estamos perante o complemento do nome, e em «o rapaz de barba», «o passeio de barco» e «a viagem de Lisboa ao Porto» já estamos perante o modificador restritivo? Em termos semânticos, parecem-me tão obrigatórios uns como outros.
A aplicação do termo valência
Tenho uma dúvida ainda não sanada. Em sua obra Gramática de Valências, Mário Vilela diz que o termo valência não deve ser aplicado nem aos verbos auxiliares, nem aos verbos copulativos (como ser e estar), nem aos verbos funcionais. A minha dúvida maior é com relação aos verbos copulativos e auxiliares. Por que o autor diz que a valência verbal não se estende a esses verbos? Ainda não tive uma explicação que sanasse a minha dúvida.
«O jovem repórter» e «O repórter jovem»
Qual a classe gramatical de «jovem» em «O jovem repórter foi promovido» e «O repórter jovem foi promovido»? Só para constar: meu professor disse que no primeiro caso é substantivo, e, no segundo, adjetivo. Continuei duvidando. E se puderem me ajudar, qual o critério utilizado para saber se uma palavra é ou não adjetivo quando muda sua posição diante de substantivo? Por exemplo, «nova estatística» ou «estatística nova», a palavra nova continua sendo adjetivo, mas por que «fumante italiano» e «italiano fumante», fumante é substantivo no primeiro caso, e adjetivo no segundo? Preciso de ajuda!
As classes de palavras de mais
Minha dúvida está relacionada com a pergunta já formulada por um consulente: «Estreou nos cinemas mais um filme de vampiro.» No entanto, gostaria de saber qual a classe gramatical da palavra mais. Há diferença de classe dessa mesma palavra quando empregada nos seguintes contextos: «Vamos promover mais uma festa.» «Vamos promover mais de uma festa.» «Não vamos promover mais festas»? Há outros casos em que mais é classificada de maneira diferente das acima citadas? Muito obrigada e parabéns pelo trabalho.
Os advérbios raramente, sempre e frequentemente
Nas frases «O carácter do artista raramente corresponde à ideia que dele temos»; «O carácter do artista corresponde sempre/frequentemente à ideia que dele temos», como classificamos os advérbios raramente, sempre e frequentemente? São advérbios adjuntos, ou disjuntos? E, sob o ponto de vista sintáctico, modificadores de frase, ou de verbo? Suponho que o advérbio raramente tem sentido negativo. Estes advérbios, sob o ponto de vista da designação semântica, são advérbios de frequência e/ou de tempo? Antecipadamente agradecida.
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