Acerca do advérbio que modifica um pronome adjectivo (terminologia tradicional)
Sabemos pelos muitos gramáticos que o advérbio não modifica pronomes senão verbos, adjetivos, outros advérbios ou uma oração inteira, mas na frase «Ele tem muito pouco estudo», o muito está modificando o pronome indefinido pouco. Afinal, o advérbio pode, ou não, modificar pronome?
Grato!
A classificação de assim em «... vou viver uma vida assim»
Em «Um dia eu vou viver uma vida assim», para mim, o assim é um adjetivo, pois modifica o substantivo vida. Além disso «uma vida assim» é um objeto direto interno, que sempre vem acompanhado de um adjetivo ou locução adjetiva com função de adjunto adnominal, o que reforça ainda mais o fato de que o assim é um adjetivo. Além disso, o antigo gramático José Marques da Cruz considera o assim um adjetivo. Tendo dito tudo isso, espanta-me saber que hoje em dia infelizmente nenhum gramático, tampouco dicionarista, entende que o vocábulo assim pode ser um adjetivo. Afinal, ele é ou não é um adjetivo? Por favor, podem ser objetivos?
Amplexos cordiais!
O quantificador muitos
Na frase «De muitos destes trabalhos sobram certos novelinhos», como devemos classificar morfologicamente muitos — pronome, ou determinante?
Obrigada pela atenção dispensada.
Aguardo resposta.
A classificação de minha na frase «Estes seres e aqueles ficam à minha guarda»
Na frase «Estes seres e aqueles ficam à minha guarda» (A Fada Oriana), minha é um pronome, ou um determinante possessivo?
Agradeço a atenção!
Ainda a locução «não obstante» + o significado de ubérrimo
Gostaria de saber a função da conjunção «não obstante», isto é, porque é enquadrada como conjunção adversativa (que penso obstar tem o significado de oposição e ficaria como aditiva: não obstante?!?!)
E que significa ubérrimo (estava lendo úbere é mamilo), sendo esse superlativo absoluto sintético é, portanto, o quê: peituda, grande peito ou o quê?!?
Um obrigadão à atenção, estou ansioso esperando esclarecimentos.
Sobre os nomes colectivos
Com quatro gramáticas, duas das quais de 2009, obtenho subclasses diferentes do nome, mas o que me interessa saber mais especificamente é se os nomes colectivos passam a constituir-se como subclasses dos comuns, passando a designar-se nomes comuns colectivos (como está numa gramática de 2009, da Areal Editores), ou não, uma vez que as outras não dão essa indicação, classificando-os apenas como nomes colectivos e como subclasse do nome.
Grata pela atenção!
Grupos preposicionais vs. advérbios e locuções adverbiais
As expressões «em casa» e «no parque» podem ser consideradas locuções adverbiais, uma vez que têm o valor de um advérbio (aqui ou lá, por exemplo)?
Obrigada.
Sobre a classificação de quando
Como se classifica quando nas frases apresentadas?
«Estavam agora terrivelmente enervados e não sabiam o que haviam de fazer, quando o ministro americano se lembrou de repente de que dera autorização...» e «Mal tinha, porém, andado umas milhas, quando ouviu alguém a galopar ao seu encalço».
Gostaria igualmente que me explicassem o significado de «mal tinha».
Muito obrigado!
A classificação de pouco associado a um substantivo
Na frase «Compraste pouco material», como classificamos a palavra pouco: advérbio de intensidade/quantidade, ou determinante indefinido?
Por definição dizemos que os determinantes precedem os nomes, mas, nas seguintes frases, como podemos classificar a palavra o que precede o advérbio mais e o pronome teu?
«O João é o mais sábio.»
«O meu carro avariou, e o teu?»
Determinantes, quantificadores e pronomes
Ensinamos aos alunos que pertencem à mesma classe as palavras que se podem substituir entre si no eixo paradigmático, mantendo a gramaticalidade da frase. Ora, o critério distributivo não é aplicável à classe dos quantificadores, uma vez que se podem comportar como determinantes (quantificadores existenciais, universais e interrogativos), mas também podem ter um comportamento misto, precedendo o nome ou substituindo o grupo nominal (quantificadores numerais). Se a distinção determinante/quantificador tem apenas uma base semântica, como evitar a mera memorização de definições (e de listas de palavras) no trabalho de explicitação com os alunos?
Já em relação aos pronomes indefinidos, o DT não fixou qualquer alteração relativamente à tradição gramatical, ao associar na mesma subclasse o uso pronominal dos determinantes indefinidos e dos quantificadores existenciais, universais e interrogativos. A base semântica, relevante para fixar a quantificação nominal, não foi aqui considerada.
Tenho, pois, as maiores dúvidas sobre a condução de um processo de observação que permita tirar conclusões e sistematizar as propriedades das classes e subclasses em apreço:
Determinante indefinido vs. pronome indefinido
Vieram [outros] alunos./Vieram [outros].
Mas... quantificador (existencial/universal) vs. pronome indefinido
Vieram [alguns] alunos./Vieram [alguns].
Vieram [todos] os alunos./Vieram [todos].
Sempre... quantificador numeral
Vieram [dois] alunos./Vieram [dois].
Espero ter conseguido explicar as minhas dúvidas. Obrigada pela atenção.
