Pretérito perfeito e pretérito imperfeito do indicativo
No texto «em 10 anos tivemos muitas ideias más», a continuação deverá ser «foram todas aquelas que eram necessárias para encontrar as boas» ou «foram todas aquelas que foram necessárias para encontrar as boas»?
Agradeço antecipadamente a vossa atenção.
O pronome se: reflexivo vs. apassivador
Na frase «As crianças se disciplinam logo cedo», vocábulo se é pronome reflexivo ou partícula apassivadora?
Já a frase na «A menina se cortou», o vocábulo se é pronome reflexivo com a função de objeto direto? Ou partícula apassivadora?
Como diferenciar partícula apassivadora de pronome reflexivo com a função de objeto?
Obrigado!
Modificador do nome apositivo: «Entusiasmada, a professora sorriu»
1. Entusiasmada, a professora sorriu.
2. A professora, entusiasmada, sorriu.
3. A professora sorriu entusiasmada.
Nas três frases, pode considerar-se que o adjetivo tem um valor adverbial e que desempenha a função sintática de modificador do grupo verbal em todas as ocorrências (grupo móvel)? Considerando a possibilidade de, nas frases 1 e 2, ser um modificador do nome apositivo, esta função sintática pode ser constituída por um grupo adjetival (considerando a informação do Dicionário Terminológico, onde se lê que, tipicamente, são grupos nominais ou orações)?!
Ou é obrigatório subentender-se uma oração subordinada adjetiva relativa explicativa («que estava entusiasmada»)?! Neste caso, só na frase 2 isso seria possível...
Grata desde já pelos vossos esclarecimentos.
Subclasses verbais e frase passiva
A minha dúvida prende-se com a subclasse dos verbos, considerando a ativa e a passiva.
A propósito da frase «Quando a pergunta me foi feita» (não estando expresso o complemento agente da passiva), encontrei uma ficha com uma questão para indicar a subclasse do verbo fazer, dando como solução transitivo indireto. Ora, esta situação levou-me a considerar o porquê de se admitir que o complexo verbal passivo peça complemento indireto (me) e se ignore o facto de o sujeito da frase passiva constituir um complemento direto na ativa. Ou seja, na ativa o verbo fazer é transitivo direto e indireto.
Passando para a passiva, essa classificação mantém-se (uma vez que a ação é a mesma) ou altera-se?
Mas, se é diferente, por que motivo consideraram que o complexo verbal «foi feita» pede complemento indireto (comum à ativa e passiva – «foi feita a quem?») e não se considera que selecione também complemento agente da passiva («foi feita por quem?»), não existindo nas subclasses do verbo principal uma para este tipo de complemento...(o transitivo indireto seleciona complemento indireto ou oblíquo, mas não encontrei em nenhuma gramática o complemento agente da passiva).
Faz-me confusão considerar o que é óbvio (o me que se mantém nas duas formas) e ignorar o que fica por esclarecer...
Reconhecendo que esta seria daquelas perguntas que não se fazem, a estar feita, surgiu-me a dúvida e, independentemente da utilização da questão da ficha, gostaria de a esclarecer.
Os verbos supor e pressupor
Gostaria de saber se há alguma diferença entre os verbos supor e pressupor.
Seria bom apresentar exemplos de uso ou fornecer mais detalhes para demonstrar como esses termos são aplicados em diferentes situações.
Agradeço a quem puder elucidar a minha dúvida sobre essa distinção.
Deputado, mandato e eleito
Em contexto político ou governativo, os nomes deputado, mandato e eleito podem ser termos sinónimos?
Ou será que existem diferenças de significado?
O seguinte texto, extraído do website do jornal Expresso (11/03/2024) parece estabelecer uma sinonímia entre os termos:
«No domingo, a Aliança Democrática (AD), liderada por Luís Montenegro, venceu as eleições legislativas, com 29,49% dos votos e 79 deputados, à frente de PS, de Pedro Nuno Santos, segundo mais votado, com 28,66% e 77 eleitos, e Chega, de André Ventura, com 18,06% e 48 mandatos, de acordo com os resultados provisórios, faltando ainda atribuir os quatro mandatos pela emigração.»
O nome aldeia numa metonímia
Na frase "Vão direito a casa e daí a pouco toda a aldeia dorme.", extraída do conto "Sempre é uma companhia", de Manuel da Fonseca, o recurso expressivo presente é uma metonímia.
Porquê?
Na minha opinião seria uma personificação.
Como identificar, então, corretamente uma metonímia?
Obrigada pela atenção.
Modalidade e o verbo pensar
Qual a modalidade e valor modal presentes na frase «Penso que é o problema mais complexo da literatura portuguesa, aquele que requer maior especialização.» (retirada do artigo "A floresta de Camões desbravada", de Luís Miguel Queirós, e publicada no Público).
Na minha perspetiva, pode subentender-se que o locutor exprime certeza relativamente à afirmação que profere, logo estaríamos perante a modalidade epistémica com valor de certeza.
Mas poderá ser que a utilização do verbo pensar remeta para a ideia de possibilidade?
O género de subcomandante
É sabido que algumas profissões aparecem nos dicionários como «nome masculino».
Embora comandante seja um nome com dois géneros, subcomandante aparece em alguns dicionários como masculino (como no caso da Infopédia).
A minha dúvida é a seguinte:
Se realmente o género de subcomandante é apenas masculino, como se deveria chamar a uma mulher que ocupa esse cargo?
«A Isabel é o subcomandante da marinha» ou «A Isabel é a subcomandante da marinha»?
Orações completivas introduzidas por para
Na frase «A aluna pediu para ir à casa de banho», qual a função sintática da oração «para ir à casa de banho»?
Esta frase encontra-se em dois manuais de Português com soluções diferentes: num é complemento direto, noutro é complemento oblíquo.
Neste último caso, é dada a seguinte explicação: «Quando o verbo pedir é seguido pela preposição para e uma oração subordinada substantiva, a oração subordinada funciona como complemento oblíquo, indicando a finalidade da ação. assim, "para ir à casa de banho" indica a finalidade do pedido.»
Estou confusa!
Obrigada!
