Uso de maiúsculas com períodos históricos
1) Os períodos da História humana (paleolítico, mesozóico, cenozóico, etc.) devem ser grafados em maiúsculas, ou minúsculas?
2) A palavra humanidade (no sentido do conjunto dos seres humanos) deve ser grafada em maiúscula, ou minúscula?
Aproveito também para solicitar indicações das melhores gramáticas da língua portuguesa, em que eu possa sanar dúvidas como estas.
Antecipadamente agradeço.
O significado da palavra "piquelete"
Gostava de saber o significado da palavra "piquelete" (penso que se escreve assim), que não encontro dicionarizada. E da expressão "a trouxo mouxo".
Obrigado!
P. S.: Relativamente à palavra "piqueletes", foi uma colega minha que a utilizou quando se referia aos "pinos" (?) duma porta USB de um portátil, que estava danificada (aqueles "dentes" que pressupõem o encaixe da ficha — não sei se me estou a fazer entender — estavam tortos/partidos).
Post scriptum depois de post scriptum
No final de um texto, se quiser acrescentar algo que foi esquecido de referir anteriormente, coloco PS. A minha questão é que depois disso, e se quiser acrescentar algo mais, devo colocar PPS, ou PSS? Apenas encontrei dicionários ingleses a referir que ambas as formas são utilizadas, mas gostaria de saber qual a norma (se é que ela existe) em português.
Obrigado.
Orações consecutiva e relativa num soneto de Camões («Na desesperação já repousava»)
Dou desde já os meus parabéns à equipa do Ciberdúvidas, pelo excelente site que mantêm.
A minha pergunta é sobre o soneto de Camões «Na desesperação já repousava», mais especificamente sobre a segunda quadra (só esta transcrevo pois parece-me que, em termos de significado, ela se basta a si própria ):
Quando uma sombra vã me asseguravaQue algum bem me podia estar guardadoEm tão fermosa imagem, que o trasladoNa alma ficou, que nela se enlevava.
Não percebo a que se referem os dois últimos «que»: qual deles faz parte da locução comparativa «tão... que»? Qual o sujeito de «... que nela se enlevava»?
Obrigado.
O pronome tu com valor indeterminado
É possível duas pessoas estarem a conversar e uma delas dizer «Isso não depende de ti», sem se estar a referir à segunda pessoa? Ou seja, ela está sim a referir-se a si próprio, como que a fazer uma introspecção.
Sei que é uma pergunta estranha...
Obrigado.
A grafia da palavra estômago
Descobri que em Portugal também se escreve estômago, como no Brasil, e não "estómago", como eu imaginava comparando com quilômetro/quilómetro, econômico/económico, etc. Noto que como nas outras duas palavras que apresentei o som o vem antes do m. Por que será que estômago é estômago em Portugal e não "estómago"? Poderiam dizer-me que é assim que se pronuncia, mas então por que não se pronuncia quilômetro e econômico com o o aberto?
Como curiosidade, deixo-lhes o comentário que na escola aprendemos a escrever quilômetro com acento circunflexo, mas muitos, talvez a maioria dos brasileiros nascidos de São Paulo para baixo (Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul) pronunciam tais palavras com o aberto.
Obrigado por nos proporcionarem este maravilhoso espaço.
A utilização de vosso e seu
Por motivos profissionais, tenho de proceder à análise de ofícios, de forma a uniformizar a redacção dos mesmos. Assim, constatei que, ao ter de utilizar um possessivo na sequência do emprego de «V. Ex.ª», há quem opte por «v/», enquanto que outros optam por «seu». É o que acontece, por exemplo, no seguinte caso: «Em resposta ao v/ ofício (...) informo V. Ex.ª que o parecer solicitado é favorável.» Creio que seria mais correcto utilizar seu», já que é o pronome possessivo correspondente à terceira pessoa, mas não sei se a utilização da outra fórmula é também legítima.
Agradeço desde já a vossa resposta.
O emprego de idóneo
Como devo dizer: «Este acto é idóneo a produzir o resultado x», ou «Este acto é idóneo para produzir o resultado x»?
Muito obrigado desde já pela vossa ajuda e, aproveito para acrescentar, pelo óptimo trabalho.
Ainda a regência do verbo falar
Tenho procurado solução para uma dúvida e nada encontro que me dê resposta científica.
Diz-se na oralidade «tenho falado em ti» mas parece-me que o correcto será «tenho falado de ti». Afinal, «falar em» não deveria apenas ser usado para «falamos em inglês», ou «falei em Benfica» (porque estava em Benfica a falar)?
Em não se refere sempre a um local ou um modo?
«Falar de Benfica», sim, será falar sobre Benfica, certo?
Isto leva-me, então, à questão final. Na frase «Ele quer ir almoçar convosco, está sempre a falar...», deve usar-se «falar disso» ou «falar nisso»?
O nisso não deve aplicar-se apenas a um local ou modo?
Obrigado pela atenção.
Ainda compacidade, compactidade e compacticidade
Apesar de nenhuma das soluções me agradar, gostaria de ter a vossa opinião/ajuda para a tradução de compacité:
"compactidade" — (forma preconizada anteriormente, aqui no Ciberdúvidas, por F. V. Peixoto da Fonseca);
"compacticidade" — (termo sugerido [pasme-se!] pelo Google);
"compacidade" — (termo dicionarizado pelo Houaiss, que, inclusive, remete para formas semelhantes, como opacidade).
“Compactidade” é uma forma que me soa estranha e que apenas tem 1 ocorrência em todos os corpos de língua portuguesa da Linguateca (na secção automóvel do Público). O googlianismo “compacticidade” tem um quê de monstruoso (2 ocorrências na Linguateca). "Compacidade" (6 ocorrências) parece-me a menos má e menos áspera das três formas. [O Google Livros revelou igualmente uma utilização muitíssimo residual dos dois primeiros termos].
Voltando ao início, nenhuma das formas me seduz, mas não tenho como escapar à utilização de uma delas na tradução que tenho em mãos. Como se trata de uma frase que terá ampla divulgação, as formas “compactidade” e “compacticidade” não me parecem uma boa solução, pela pouca frequência do seu uso. Por outro lado, a única forma que considero sofrível, leva com um cassetete de F.V.P.F, que a considera um «galicismo que se deve evitar»...
