Segundo o Dicionário Prático de Regência Nominal, de Celso Pedro Luft, marcado é um adjetivo (nessa acepção da frase trazida pelo consulente) que exige um complemento nominal iniciado pela preposição com, de ou por.
Sendo assim, «pela sorte» é um complemento nominal do adjetivo marcado, que funciona sintaticamente como adjunto adnominal.
Agora, sinceramente, a despeito da lição trazida pelo mestre, não vejo razão alguma para desprezar a outra possibilidade de leitura — isto é, não me parece nada inviável interpretar marcado como uma forma participial de voz passiva analítica, caso em que «pela sorte» se torna agente da passiva. A prova disso é o desenvolvimento da oração reduzida de particípio:
1. Frase original: «Alberto é um homem marcado pela sorte.»
2. Frase reescrita: «Alberto é um homem que foi marcado pela sorte» > «que a sorte marcou.»
Veja que é possível, nalgum contexto mais conotativo, a transposição para a voz ativa, sem implicar agramaticalidade sintática ou semântica, o que caracteriza marcado como um verbo no particípio.
Sempre às ordens!