Bordões - Ciberdúvidas da Língua Portuguesa
Este é um serviço gracioso e sem fins comerciais, de esclarecimento, informação e debate sobre a língua portuguesa, o idioma oficial de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste. Sem outros apoios senão a generosidade dos seus consulentes, ajude-nos a dar-lhe continuidade: Pela viabilização do Ciberdúvidas. Os nossos agradecimentos antecipados.
Bordões

Estou fazendo um trabalho sobre as técnicas da conversa, e preciso de uma lista bastante cumprida de expressões usadas frequentemente na conversa ou para verificar a presença ou a participação do interlocutor, para explicar-se ou para preencher um espaço enquanto o falante recolhe os pensamentos. Estou lendo romances e seguindo desenhos animados, mas encontro poucos ou não sei escrevê-los. Algumas que já encontrei; são os seguintes: Não é? Né? Hein? Sim? Pois é. Pode me indicar mais algumas, e como ou quando se usa?

Viviane EUA 6K

O que pede está fora do âmbito de Ciberdúvidas, cujo trabalho é apenas tirar dúvidas sobre língua/linguagem portuguesa. Mas o que a prezada consulente pede não é que lhe tirem dúvidas, mas que lhe dêem material para fazer o seu trabalho. Em conclusão: como o material não é muito, aqui vai a resposta com algumas expressões usadas na chamada linguagem fática:

 

Claro que é! Tens muita razão!
Sim, sim... Claro, claro!
Então não havia de ser? Claro que sim.
É ou não é? Então não é verdade?
Pois é. É claro como água.
Claro que não. Isso não pode ser assim!
Não senhor/a Ah!... pois tem.
Não vês que não/sim? Ora continua.
Ora vê lá tu...! Continua, continua.
Ora diz lá então. Não, não.
Não está bom da cabeça. Não, não é isso.
Ora continua lá! Não, não!, isso não.
Continua, continua! Não pode ser, rapaz.
O quê, o quê? Repete lá, és capaz.
É, pois. O quê, tu?
Não é! Não, não acredito.
Não é. Parece impossível!
Não é?! E... c'um raio.
Claro que não. Isso não pode ser.
Talvez. Não vês que não.
Talvez... Pois é.
Não sei. É, é.
Não sei, não. Se é!
Não... sei! Nããão.
Ora, ora! Siiim!
Essa é boa! Não seeei!
Boa, boa! Estás a ver?
Boa, aí! Essa é boa!
Boa! Como essa, nunca ouvi.
Eu sei lá! Ora bem...
Não sei?... Não, não.
Não sabes? Qual não sabes?
Tens razão; razãozíssima! Repara bem no que te digo.
Olha que não é bem assim. É claro como água limpa.
Mas isso, assim, não pode ser... Ainda bem, ainda bem!
Ainda bem, ainda bem! Não querias mais nada, não?
Olha, olha! Não estás bem da cabeça. Ora, ora! Isso não tem pés nem cabeça.
Olha, olha!... não estás bom da cabeça. Ora fava!
Ora fava, favona! Ora fava para ti!
Nem penses! Nem pensar. Eu não acredito.
Então ele fez/disse isso? Nunca me passou tal coisa pela cabeça!
Não é possível! Se não fosses tu nem acreditava! Achas! Achas que sim/não?

Agora esta linguagem ao telefone:

 

Está? Está lá? Olá! Olá, olá.
Ora viva! Não sei!... Talvez!
Não, não faço ideia! Sim, sim.
Claro! Sim, claro!
Pois... pois... Pois é. É, é.
Hm... Hmm. Ahãã... Ahãã!
Lá isso é. Ora, ora!

 

José Neves Henriques