Se como sujeito indeterminado
No livro didáctico Português sem Fronteiras II (COIMBRA, Isabel; Coimbra, Olga Mata, 65), há uma frase em que se diz: «Por isso tem de se telefonar para se saber a que dias é que há espectáculo.»
Gostava de saber se o primeiro se desta frase é partícula apassivante, ou símbolo de indeterminação do sujeito.
Se este se for apassivante, onde está o sujeito da frase?
Ou será que o verbo telefonar pode ser considerado como intransitivo e o se constitui então um símbolo de indeterminação?
Agradeço pela ajuda!
A pronúncia da sigla TRE
Gostaria de saber qual a forma correta de pronunciar a sigla TRE (Tribunal Regional Eleitoral). A pronúncia deve ser feita com o e aberto, ou fechado? Sempre pronunciamos a sigla IBGE com o e aberto, mas aqui em São Paulo a maioria das pessoas fala TRE com o e fechado, porém acredito que deveria ser pronunciado com o e aberto, assim como IBGE.
A divisão silábica de tia
Na palavra tia, ao fazer a divisão silábica, pode-se separar o ditongo ia, ou não?
Os sentidos de amar
Uma dúvida para a qual não consigo encontrar reposta adequada: o verbo amar utiliza-se para pessoas e para coisas?! E também para situações?! Tenho visto ultimamente escrito «amei este quadro», «amei esta viagem», «amo poesia», e isto perturba-me.
Sol, nome contável
Gostaria de saber se Sol é um nome contável, ou não contável.
A função de dúvida em «Havia dúvida»
Em «Havia dúvida de que o fato fosse verdadeiro», temos o verbo havia como intransitivo. Como podemos classificar a palavra dúvida? É um complemento de havia (havia o quê?), não é?
«Eram meados de junho»
«Eram meados de junho», ou «Era meados de junho»? Qual é a concordância correta?
A especificidade do predicativo do sujeito (DT)
Leciono o 2.º ciclo e vamos entrar nas funções sintáticas. Há novo programa e um exame nacional no fim do ciclo. E há um grande problema de consciência para mim. Passo a explicar.
Por decreto, o DT impõe que os verbos constantes de uma determinada lista implicam sempre um nome predicativo do sujeito. Ora, isto ofende aquele princípio básico e indiscutível que obriga a tratar diferentemente o que é diferente. E a diferença, neste caso, não está nesse grupo de verbos, mas na natureza do referido predicativo – incide diretamente no sujeito e com ele coincide, considerando-o como um todo. Ex.: «Ele está doente.» Ora, isto é bastante diferente de «Ele está em casa». Aqui, a expressão «em casa» não incide diretamente no sujeito e muito menos coincide (se identifica) com ele. Este verbo (predicador) não é copulativo, mas incorpora aquela expressão, primeiro, e só depois realiza a predicação. Ou seja, aquela expressão é predicativo do predicador e não do sujeito.
Nota: Uso aqui a nomenclatura tradicional, porque, em rigor, todo o predicado e o predicado todo são predicativo do sujeito...
Estando disto convencido até prova em contrário, como posso eu, que, antes do português, promovo a lealdade na relação com os alunos, dar-lhes coelho por lebre?!
Os coletivos de foguetes, cebolas, alhos e lenha
Coletivos das palavras foguetes, cebolas alhos e lenha.
Tempos verbais compostos
Perante a resolução de uma ficha de trabalho de um manual fiquei com dúvidas perante os seguintes tempos verbais: «ter sonhado»/«havia sonhado»/«estava sonhando»/«ter estado».
No 1.º caso, «ter sonhado» e «havia sonhado», há alguma razão especial para escolher o auxiliar ter ou o haver?
Como classifico estas formas verbais? São tempos compostos? «Ter sonhado» – está no infinitivo pessoal composto? (Não faço referência ao tempo e ao modo!? – é uma forma não finita).
Também não sei muito bem explicar esta nova terminologia.
«Havia sonhado» – pretérito mais-que-perfeito composto/modo indicativo?!
«Estava sonhando» – ?
«Ter estado» – ?
