Amola-tesouras e amolador
Fiquei surpreendida por não encontrar no dicionário a palavra amola-tesouras. Neste caso, deve ser escrita sem hífen, tratando-se, não de uma palavra, mas de uma expressão?
O plural de «paz de alma»
Gostava de saber a justificação para o plural do nome composto "paz-de-alma" ser "paz-de-alma", e "não pazes-de-alma".
A relação etimológica entre salsa e sal
Qual a relação/origem da palavra salsa com sal?
Personalizar, preferível a "customizar"
Tenho notado, sobretudo em linguagem publicitária, a utilização do termo "costumizar" como sinónimo de personalizar. O dicionário Priberam disponível em linha dicionariza a palavra, atribuindo-lhe esse significado (não encontrei tal palavra no de José Pedro Machado, dicionário que habitualmente utilizo). Pergunto: será correcto o uso de um estrangeirismo manifesto – que para mais se confunde com o verbo costumar – quando existe em português o "velho" personalizar?
Obrigada.
«Ser de trás da orelha»
Gostaria de saber a origem da expressão «ser de trás da orelha» (ou «da ponta da orelha») que em linguagem popular significa «ser excelente». Exemplo: «Este vinho é de trás da orelha.»
Fautor e fator
Tendo em conta que a palavra fautor tem como correspondente feminino a palavra fautriz, gostaria muito de saber porque não sucede o mesmo com a palavra – quase homónima e rigorosamente sinónima – factor, ou, caso suceda, qual a correspondente feminina.
Obrigado.
Invivido = «não vivido»
Gostaria muito de saber se existe algum vocábulo que signifique rigorosamente «não vivido», e que não seja semanticamente similar a inédito, inaudito.
Obrigado.
Coordenação de modificadores do substantivo
Li no jornal Público a seguinte frase:
«Nas últimas duas semanas, 32 palestinianos e sete israelitas morreram na mais recente onda de violência em Jerusalém e na Cisjordânia – a mais grave dos últimos anos e que muitos consideram ser o início de uma terceira intifada (revolta), depois das iniciadas em 1987 e em 2000.»
A minha dúvida é a seguinte: é aceitável coordenar uma oração relativa com outra estrutura que não uma oração relativa? Ou seja, para escrever «e que» não temos de ter antes um que? Creio que a frase deveria ser como a apresento de seguida, mas queria ter a certeza:
«Nas últimas duas semanas, 32 palestinianos e sete israelitas morreram na mais recente onda de violência em Jerusalém e na Cisjordânia – que é a mais grave dos últimos anos e que muitos consideram ser o início de uma terceira intifada (revolta), depois das iniciadas em 1987 e em 2000.»
Muito obrigado.
«Fez-se meu amigo»
(e não «fez-se amigo de mim»)
(e não «fez-se amigo de mim»)
Gostaria de saber se podemos dizer «ele fez-se amigo de mim», ou se devemos dizer apenas «ele fez-se meu amigo». Se não for possível, gostaria de saber a razão, sobretudo porque creio ser possível dizer «ele fez-se amigo dele/ele fez-se amigo de João», assim como «ele fez-se seu amigo», etc.
Obrigado e continuação do bom trabalho.
A colocação do advérbio lá depois de não, ainda e já
Pode-se dizer «ainda não lá fui» em vez de «ainda não fui lá»?
