O significado dos regionalismos alfoque e murejona (Algarve)
Junto envio uma citação que contém a palavra "alfoque".
«Ti Chico é mais prático na descrição: "Joga-se o berbigão para dentro da murejona pela boca. Leva um cabo grosso, põe-se um alfoque e atira-se ao mar."» (jornal Barlavento, 01/10/2020, p. 8)
Consultei vários dicionários da língua portuguesa e outros do léxico algarvio, mas sem sucesso.
Espero que consigam satisfazer a minha curiosidade.
Obrigado.
O uso do nome geográfico Canaã
Na expressão «rumo a Canaã» (em referência à Canaã bíblica), ocorre ou não crase?
Para mim, não há, porque «quem vai a Canaã e volta de Canaã – acento para quê?», mas, em diversos textos acadêmicos e jornalísticos confiáveis, vi o contrário, o que abalou minha convicção.
Grato.
A classe de palavras de embora em «embora descontente...»
Na frase «Embora descontente, o Fidalgo entrou na Barca do Inferno», qual a função sintática do segmento «Embora descontente»?
A preposição malgrado
Ao pesquisar o significado da palavra malgrado, enquanto conectivo, vi que dicionários a classificam como preposição, entretanto a vejo em frases subordinadas adverbias concessivas, logo, é ininteligível, a mim, compreendê-la como preposição.
Por isso, solicito apreciação do caso e, se possível, com exemplos.
«Fazer festas» = acariciar
Gostaria de saber se é correto dizer «fazer uma festa», ou «festas a alguém», com o significado de «carícia».
Na minha terra natal diz-se muito, por exemplo, «fazer festas» às crianças, com esse significado de as acariciar.
Muito obrigada desde já.
«Cê tá maluco!» no filme O Pai Tirano (1941)
Estava eu assistindo ao filme O Pai Tirano, de 1941 [com realização de António Lopes Ribeiro], e ouvi um personagem dizer ao outro «Cê tá maluco»*.
Pensei que era só o Brasil que usava a redução.
Portugal também a usa, mas em que escala?
*Em 1:36:42 do filme.
O hífen de pan-ótico
Segundo o Acordo Ortográfico de 1990, deve grafar-se "panótico" ou "pan-ótico"?
Obrigado.
O verbo ir na frase «João vai comer ao restaurante»
Vejo, comumente, em português europeu (PE), frases como «João vai comer ao restaurante» ou «Milhões de imigrantes vão trabalhar para os Estados Unidos».
1) Equivalem essas frases a estas, em português brasileiro (PB): «João vai ao restaurante comer» e «Milhões de imigrantes vão para os Estados Unidos trabalhar»?
2) Se sim, nas frases em PE, o verbo ir se emprega apenas como principal, correto? E não como verbo auxiliar de comer e de trabalhar?
3) Se assim for, que raciocínio subjaz à construção sintática em PE, que traz a oração subordinada adverbial final reduzida de infinitivo para junto do verbo ir, numa construção que lembra o uso de ir como auxiliar?
Chamei oração subordinada final reduzida de infinitivo às orações «comer» e «trabalhar», porque entendo que sejam mesmo orações reduzidas de infinitivo, e não apenas verbos no infinitivo, porque estão em lugar de «para comer» e «para trabalhar». Em PB, pode-se inclusive dizer «João vai ao restaurante para comer» e «Milhões de imigrantes vão para os Estados Unidos para trabalhar».
4) Em PE, são gramaticais «João vai para comer ao restaurante» e «Milhões de imigrantes vão para trabalhar para os Estados Unidos»? Imagino que não. Por que não, se os verbos estão em lugar de orações subordinadas adverbiais com este exato sentido?
Desde já, agradeço-lhes a atenção.
Os particípios passados quisto e querido na história da língua
Vi no dicionário do Google que quisto era particípio passado de querer. Quando é que o suplantou o particípio querido?
O gentílico de Ribeira Seca (Açores)
Qual é a designação de um habitante da freguesia da Ribeira Seca, da Ribeira Grande (Açores)?
