Assorção e dessorção
Numa das vossas respostas anteriores encontrei sob o tema «sorção» uma pergunta de Carlos Almeida, professor associado da FCUL, tendo sido a resposta dada por José Neves Henriques inconclusiva. Penso poder acrescentar algo à pergunta de Carlos Almeida. O termo "adsorption" é empregue quando moléculas de um gás se encontram sobre uma superfície, ou seja adsorvidas nessa superfície. Como exemplo: "The adsorption of Oxigen on Silver", "the Oxigen molecules are adsorbed at defects of the surface". A palavra "absorption" é empregue quando essas moléculas se encontram no interior do sólido, ou seja absorvidas pelo sólido. A minha dúvida é a seguinte: Os ingleses usam o termo "desorption" para referir a libertação das moléculas adsorvidas. Tendo a necessidade de introduzir um novo termo correspondente a essa palavra inglesa qual será o mais adequado: desadsorção, dessorção, ou outro? Grato pela atenção dispensada.
Plural
Como colocar a frase "tomava-o a febre do trabalho" na 3ª pessoa do plural do Futuro do Indicativo?
Prima facie, uma resposta a considerar seria "tomá-los-á a febre do trabalho", mas nesta hipótese a frase apenas foi colocada no plural, e no futuro. Não se teve em conta que a forma verbal da 3º pessoa do plural do Futuro do Indicativo é , neste caso, "[eles ou elas]tomá-lo(s)-ão", e que o sujeito da frase é " a febre do trabalho". Assim, independentemente de não ser muito comum o plural deste sujeito, afigura-se-nos ser possível, e mais rigorosa, a resposta "tomá-lo(s)-ão as febres do trabalho".
Agradeço o esclarecimento, e aproveito para felicitar a iniciativa de uma página deste tipo.
Junto enviamos
Em cartas "comerciais" será correcto usar a expressão "somos a enviar..." como sinónimo de "junto se envia..."?
Bastante, de novo
A respeito de consulta feita a respeito de "bastante" e "o bastante", quero crer que se deve acrescentar a incorreção do uso de "o bastante" com verbos intransitivos. Ex.: Paula trabalhou bastante (e não "o bastante") Paula pensa bastante (e não "o bastante")
Fenomenologia
Gostaria de saber o significado da palavra fenomenologia (no âmbito da Psicologia), se possível.
Advérbio
É possível um advérbio modificar um pronome indefinido adjetivo? Obrigado.
Ganhar = /gà-nhár/
Por vezes, constato que a mesma palavra é lida de diferentes maneiras, nomeadamente diferentes acentuações. As vogais, as mais mal tratadas, são umas vezes lidas como abertas (penso ser este o termo correcto), outras vezes não. Independentemente das diferenças de pronúncia, decorrentes das influências culturais de cada pessoa, parece-me que deverá existir um modo de leitura teoricamente mais próximo do que seja o português correcto, dependente ou não da origem etimológica da palavra. A palavra "ganhar", por exemplo, pronuncia-se com ambas as vogais abertas, como eu penso ser correcto, ou apenas com a da última sílaba? Posto isto, é legítimo afirmar-se que existe um modo correcto de leitura? Se sim, poderiam aconselhar-me algumas publicações (tipo dicionário), disponíveis no mercado, sobre este tema.
Bater contra
Deve dizer-se "ter batido num automóvel" ou "ter batido contra um automóvel"?
Desionização
Gostava de colocar uma questão que talvez não seja do vosso foro, de qualquer forma, é assim: Existe o fenómeno da ionização (formação de iões), por outro lado existe o processo contrário, que se caracteriza pela neutralização das cargas iónicas. Gostaria de saber se o posso apelidar de -desionização -, no sentido de ser o antónimo de ionização, uma vez que não se encontra no dicionário, fiquei em dúvida se poderia utilizar a palavra ou não.
Procedente
Gostaria que me esclarecessem acerca do uso da palavra procedente. Esta palavra pode ser aplicada para expressar a ideia de que determinado assunto não teve despacho ou não foi resolvido? Ou será antes que determinado assunto não teve a aprovação do seu destinatário? Ou, de todo, esta palavra não serve para expressar qualquer das ideias anteriores?
