Pioneira
1.) Na frase "Ela é pioneira em desenvolvimento de programas", significa que "ela" foi a primeira pessoa a desenvolver programas ou significa que "ela foi a primeira mulher a desenvolver programas? 2.) E se fosse "ela é A pioneira em desenvolvimento de programas?", a interpretação seria a mesma?
3.)Pioneiro é o mesmo que precursor? Obrigado.
Ramalhete de questões
1.a) A frase "A MENINA É INTELIGENTE" é diferente da frase "A MENINA É MUITO INTELIGENTE" Estou certo? b) Considerando-se a frase "A MENINA É MUITO INTELIGENTE", eu pergunto: "A MENINA É INTELIGENTE?" A resposta correta para essa pergunta seria: "Não, A MENINA É MUITO INTELIGENTE" ou "Sim, A MENINA É MUITO INTELIGENTE"?
2. Quando se diz "ELE TEM MAIS SORTE E VITALIDADE DO QUE EU", significa que "ELE" tem APENAS "MAIS SORTE DO QUE EU" ou significa que "ELE" tem "MAIS SORTE E MAIS VITALIDADE DO QUE EU"?
3. Quando se diz "ESTUDAREMOS O ASPECTO GEOGRÁFICO E SOCIAL DO NOSSO PAÍS", significa que há apenas UM aspecto que é, AO MESMO TEMPO, geográfico e social, ou significa que há UM aspecto geográfico e OUTRO social?
4. Na frase, "RECIFE SE AGITA COM UMA CENTENA DE BANDAS E GRUPOS DE CINEMA E TEATRO" significa que: a) Existem cem bandas que agitam Recife e também grupos de cinema e teatro; b) Existem algumas bandas e alguns grupos de cinema e teatro que, JUNTOS, constituem UMA CENTENA;. c) Nenhuma das alternativas.
E se a frase fosse "RECIFE SE AGITA COM UMA CENTENA DE BANDAS E DE GRUPOS DE CINEMA E TEATRO" significaria que: a) Há uma centena de bandas e uma centena de grupos de cinema e teatro, totalizando 200 atrações artísticas; b) Existem algumas bandas e alguns grupos de cinema e teatro que, JUNTOS, constituem UMA CENTENA. Pergunto também: o termo "Grupos de cinema e teatro" significa que existem grupos de cinema e também grupos de teatro? O certo não seria dizer: "Grupos de cinema e de teatro"?
5. Quando se diz "O Senai de São Paulo entrou na arena distribuindo uma ferramenta útil EM SESSENTA DE SUAS ESCOLAS E CENTROS DE TREINAMENTO", significa que há algumas escolas e alguns centros de treinamento que, juntos, totalizam 60? Ou Não?
6. Na frase "Os seus olhos SÓ vêem o que eles querem ver", significa que "você" apenas vê o que seus olhos querem ver e MAIS NADA?
7. Se a frase fosse: "SEUS OLHOS VÊEM O QUE ELES QUEREM VER"- Significa que você vê o que seus olhos querem ver e TAMBÉM existe a possibilidade de que eles vejam algo mais OU Significa que você apenas vê o que seus olhos querem ver e MAIS NADA? Afinal, levando em conta essa frase (SEUS OLHOS VÊEM O QUE ELES QUEREM VER), existe a possibilidade de que seus olhos só vejam o que eles querem ver e mais nada?
Apotropaica e apotrópias
Encontro-me a frequentar o curso de História.No manual dedicado à disciplina de Proto-História de Portugal, surgiram-me duas palavras para as quais não encontro significado. São elas «apotropaica» e «apotrópias». Gostaria de saber o seu significado, bem como a raiz lexical.
Preposições
Estive estudando a natureza das preposições e pude chegar a uma conclusão: Existem frases em que as preposições podem ser subentendidas. Quando se diz, por exemplo: "O Reino Unido produz grande variedade de bens industriais para consumo doméstico e exportação". Pode-se interpretar da seguinte maneira: "O Reino Unido produz grande variedade de bens industriais para consumo doméstico e [para] exportação. Ou seja, podemos supor a presença da preposição para entre a palavra "e" e a palavra "exportação". O mesmo acontece na frase: "A criação de suínos e [de] aves domésticas. Entretanto, existem casos em que subentender a preposição torna-se um tanto complicado. Pois bem, aqui se iniciam minhas dúvidas.
1) Na frase: "Tecnologia de força e robustez para desafios de peso". Podemos subentender a presença da palavra "de" entre o termo "e" e o termo "robustez"? Isto é, a frase pode ser interpretada assim: "Tecnologia de força e [de] robustez para desafios de peso"? Se eu quisesse deixar claro que "Tecnologia de força" é uma coisa e "robustez para desafios de peso" é outra, como deveria proceder? Existe a possibilidade de que na frase inicial (Tecnologia de força e robustez para desafios de peso) existam as duas interpretações?
* Talvez, de facto, se possa interpretar a frase de duas maneiras: «tecnologia» pode estar relacionada também com «robustez», formando força e robustez um todo a ela ligado. Para deixar clara a separação entre as duas partes da frase, teria de recorrer a uma outra «ligação». Por exemplo:«tecnologia de força, além de robustez para desafios de peso». Mas o contexto, que não nos é dado, será determinante para a compreensão da frase.
2) Na frase: "Lições de estabilidade e segurança em todos os pisos" – podemos subentender a preposição "de" entre as palavras "e" e "segurança"? Há mais de uma interpretação para essa frase?
O que se depreende é que as lições são simultaneamente de estabilidade e segurança. Se houver lições de estabilidade e outras de segurança, a preposição de deverá estar expressa. Mas também aqui é fundamental conhecer o contexto.
3) Quando se diz: "Petróleo e gás natural do Mar do Norte e, em menor grau, energia nuclear são destinados a suprir as necessidades da indústria e do consumidor final", significa que ambos, petróleo e gás natural, são do Mar do Norte? De acordo com este período, pode-se dizer que a energia nuclear também é do Mar do Norte?
Sim, o petróleo e o gás natural são do Mar do Norte. A energia nuclear é que me parece estar fora do grupo. Para que fossem todos da mesma proveniência, «Mar do Norte» deveria vir após «energia nuclear».
4) Na frase: "A produção de carvão, principalmente nos campos do sul do País de Gales, Escócia Central, nordeste da Inglaterra, Yorkshire e Midlands, destina-se à geração de eletricidade". – podemos subentender a preposição "de" antes dos termos "Escócia Central", "nordeste da Inglaterra", "Yorkshire" e "Midlands"? Ou seja, significa que a produção de carvão concentra-se também nos campos da Escócia Central, do nordeste da Inglaterra, de Yorkshire e de Midlands?
Neste caso, não precisa repetir a preposição para ficar claro que os campos em que se produz carvão são os de todas as regiões nomeadas.
5) Quando se diz: "Nos meados da década de 80, foi finalmente admitido que o sistema soviético havia chegado a um impasse e o fracasso da perestroika e seu programa de reformas precipitou a desintegração da União Soviética". Podemos supor a presença da conjunção "que" antes de "o fracasso da perestroika"? Também podemos supor a existência da preposição "de" antes do termo "seu programa de reformas"? Enfim, o período poderia ser reescrito do seguinte modo: "Nos meados da década de 80, foi finalmente admitido que o sistema soviético havia chegado a um impasse e [que] o fracasso da perestroika e [de] seu programa de reformas precipitou a desintegração da União Soviética"?
Fonemas e outras questões
Porque o h é usado?
* O h é usado por três razões: 1) por força da etimologia (existia já na palavra grega ou latina que deu origem à palavra portuguesa), em palavras como harpa, hálito, hebraico, hipócrates etc.; 2) por longa tradição gráfica, como em húmido e humor e palavras suas derivadas; 3) por convenção, como sucede em várias interjeições - hã? Hem? Hum!. Quanto ao uso dos fonemas que se seguem, apenas a aprendizagem da escrita e os hábitos de leitura dão segurança ao utente da língua sobre quando devem empregar um ou outro. A consulta de um dicionário também ajuda muito. De qualquer modo, aí vão as distinções fundamentais.
Emprego do j e g
O g tem o valor de /g/ antes das vogais a, o e u (gato, gosto, Agosto); vale /j/ antes de e e i (gesto, ginástica). O j vale sempre /j/ (já, jeito, jiló, jóia, jumento).
Emprego do s e do z
O s entre vogais vale /z/: rosa, casa, mesa, piso, uso. Quando em início de palavra ou de sílaba precedida de consoante, vale /ss/: santo, saia, cansado, valsa, persa. O z vale sempre /z/: azeite, zelo, zénite. Em situação final, lê-se como o s em final de sílaba: voz, vivaz.
Emprego do x e ch
O x pode valer /ch/ (xisto), /z/ (exame), /ss/ (sintaxe), /cs/ (fixo), e /is/ (ex-presidente, expresso). O ch vale sempre /ch/ (acho, chato).
Emprego do c, ç, s e ss
O c vale /k/ antes de a, o e u (casa, coisa, custo); vale /ss/ antes de e e i (cesto, cimo). O c cedilhado - ç - usa-se, sempre com o valor de /ss/, antes de a, o, e u (caça, poço, açucena); nunca se usa em início de palavra. O s vale /ss/ em início de palavra ou de sílaba (santo, penso).
Emprego do e e do i
O e pode ser aberto (ex: perto), fechado (ex: pêssego) ou mudo (ex: pedir). Quando é mudo, vale /i/ no Brasil; em Portugal, vale /i/ em início de palavra: exemplo (lê-se «ixemplo»), encarnado (lê-se «incarnado») etc. O i vale sempre /i/. Mas só a consulta do dicionário indicará onde deve empregar-se uma ou outra. O mesmo acontece com o emprego do o e do u. Quanto a estes, o o pode ser também aberto (ex: porta), fechado (ex: pôr) ou mudo e, então vale /u/ (ex: domínio, campo, livro). O u vale sempre /u/.
O que são palavras parônimas e homônimas?
Parónimo significa parecido, semelhante. São palavras parónimas/parônimas as que se assemelham tanto, na pronúncia e na escrita, que por vezes se confundem: perfeito/prefeito, comprimento/cumprimento. Homónimas/homônimas são as que se escrevem e lêem da mesma maneira, mas têm significado diferente: vaga (onda)/vaga (vazia); dó (pena)/dó (nota musical).
Uso do por que, porque, porquê e por quê
A esta pergunta já se respondeu aqui por diversas vezes. Pede-se ao estimado consulente que veja em Respostas Anteriores. Note-se que por quê não existe na norma portuguesa.
Qual a diferença entre mau e mal?
Mau/má é adjectivo: «ela é má pessoa»; mal é advérbio - vem junto do verbo para o modificar: «ela passou mal». Por isso não se deve dizer «mau estar», mas sim mal-estar. Mal também é, por vezes, substantivo: «ela é o meu génio do mal»; e, nesse caso, varia em número: «há males que vêm por bem».
Qual a diferença entre onde e aonde?
Aonde é um advérbio formado por contracção da preposição a com o pronome relativo onde. Pode-se dizer «aonde vais»= a que lugar, para onde vais; mas não se deve dizer «aonde estás»= em que lugar estás.
Qual a diferença entre trás e traz?
Trás é uma preposição que significa «atrás de»; traz é a 3ª. pessoa do singular do presente do indicativo ou a 2ª. pessoa do singular do imperativo do verbo trazer: «o menino traz na mão uma flor», «traz-me um copo de água».
Uso de: cessão - Cessão significa cedência, acto de ceder; Sessão - tempo que dura uma reunião, uma assembleia; duração de um espectáculo; Secção/seção - é a mesma palavra: a primeira forma usa-se em Portugal, onde se lê o 1º.c; a segunda é a forma brasileira.
O porquê do uso de 2 consoantes (cc,cç,ss)
Cc e cç usam-se quando se pronunciam, como nas palavras ficção, ficcionista, secção e muitas outras. Em Portugal empregam-se também quando, embora não pronunciadas, servem para abrir a vogal átona anterior:acção /àção/, protecção /protèção/, confeccionar /confècionar/. Os dois ss usam-se em posição intervocálica com o valor do s inicial: sucesso, progresso, presságio.
O emprego das iniciais maiúculas e minúsculas Obrigado.
Coloração azul
Na seguinte frase: "Duas amostras de uma solução aquosa do sal sulfato de cobre, de coloração azul, foram submetidas às seguintes operações: filtração simples e destilação simples" O termo "de coloração azul" refere-se a quais palavras? Afinal, o que é azul? O sal sulfato de cobre, a solução aquosa do sal sulfato de cobre ou as duas amostras de solução aquosa do sal sulfato de cobre? Muito grato.
O uso das maiúsculas
Vão ser instalados na zona oriental de Lisboa a Presidência do Conselho de Ministros, o Ministério da Cultura, um instituto de pesquisa oceanográfica e uma orquestra.
No texto acima mencionado, existem instituições que já são nossas conhecidas e que são "palpáveis" por assim dizer. No entanto "um instituto de pesquisa oceanográfica e uma orquestra", é algo que ainda não existe no plano concreto. A minha dúvida é: devem ou não escrever-se com maiúsculas.
Grata pela atenção
Lusofonia
O que é a Lusofonia?
«Luge»
Na versão portuguesa do jogo "Trivial pursuit" surge numa pergunta a palavra "luge". Desconhecendo-a consultei um dicionário onde a palavra não vinha mencionada. O que significa? Donde vem?
Madraço e almareado
Qual das grafias está correcta? Trata-se de vocábulos da gíria popular? Qual o significado exacto? Por ex., "andar almareado" é usado no Alentejo, pelos mineiros (e não só), para traduzir um estado de ansiedade ou de fadiga, resultante do trabalho, algo equivalente ao horroroso palavrão "stressado". Parabéns pela vossa página!
