DÚVIDAS

A redundância «exéquias fúnebres»
Num recente programa do Biography (acerca da carreira profissional da juíza O´Connor) tivemos ensejo de nos depararmos com a expressão «exéquias fúnebres» (do presidente R. Reagan). Pergunto: não será o mesmo que «subir para cima», «avançar para a frente», «recuar para trás», e assim por diante? Não cuidou o locutor em que o uso pleonástico apenas se admite como recurso literário de ênfase (e em condições bastante condicionadas)? Não acredito pelo que tenho vindo a apreciar: o fulano saiu completamente analfabeto na medida em que, desta vez, manifesta ser-lhe completamente desconhecido o significado de exéquias (cerimónia religiosa fúnebre).
Oração subordinada consecutiva, ou temporal?
Na frase: «Esforçou-se tanto, que em breve se tornou capitão de um navio», a primeira oração é subordinante, e a segunda, subordinada, deve ser considerada consecutiva, dado o «tornar-se capitão de um navio» ser uma consequência do esforço empregado, ou temporal, uma vez que possui a expressão «em breve»? Ou ambas?Antecipadamente agradeço a ajuda que me puderem prestar nesta matéria.
Igualzito
Eu sei que a palavra igualzito não existe. Porém, estou com uma dúvida: recentemente minha esposa deu à luz uma menina, que por sua vez saiu parecida comigo. Então resolvi colocar no meu carro um adesivo com a frase «Saiu igualzito ao pai». Foi o que bastou para gerar a maior polêmica na família, pois eles acham que o português aí aplicado está errado, que deveria ser «igualzita». Eu acho que, como a palavra é derivada de igual, ela por sua vez carrega as características da mesma; como igual não tem gênero, e o que diferencia o masc. do fem. é a próxima palavra: «ao» ou «à», no caso de feminino, então acredito que minha frase está correta, lembrando que eu sei que a palavra igualzito não existe. Aguardo uma resposta, e desde já agradeço.
ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de LisboaISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa