Este/esse/isso/isto
Sou professora de português e acompanho sempre seu magnífico trabalho na rede. Há algum tempo, li uma pergunta a respeito do emprego dos demonstrativos este/esse/isso/isto dentro do texto. Contudo a resposta pareceu-me pouco esclarecedora, por isso insisto no tema. Sei que usamos o este para o que se seguirá no texto, como:
Agradei-me destes filmes: Blade Runner, A vida é bela etc.
Se o fato foi citado anteriormente, usamos "esse(s)" como:
O pessoal foi assistir aos filmes "Blade Runner" e "Central do Brasil". Esses filmes tiveram uma grande bilheteria etc. etc.
Só usaremos o "este(s)" depois de uma citação quando for necessário destacar a qual elemento estou me referindo.Ex.:
O pessoal foi assistir aos filmes "Blade Runner" e "Central do Brasil". Este, inclusive, foi indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro.
Não sei se as minhas colocações estão corretas, mas foi assim que aprendi. No entanto, deparo-me constantemente com variações no uso desses pronomes. Será que a regra ( ou não há regra?) é essa mesma?
Muito obrigada pela atenção.
Citações em itálico e entre aspas
Julgo saber que é norma que quando se faz uma citação a mesma venha entre aspas. No entanto, num livro que estou a rever optou-se por colocar as citações em itálico e entre aspas. Tal facto deve-se a que assim (dado que as citações correspondem em média a 4 ou 5 linhas do texto) o texto terá uma melhor leitura. A minha dúvida é se será isso correcto ou não passará de uma redundância?
Classificação de já
Gostaria de saber qual a classificação gramatical da palavra já.Obrigado.
“Ética” e “Moral”: etimologia
Pelo que andei a investigar, nos escassos dicionários que detenho, ética advém da palavra grega "ethike" cujo étimo grego é "ethos", significando este último "costume" ou "hábito", ao passo que moral advém da palavra latina "moralis" mas que, embora detenha um étimo plausível na palavra latina "more" (que também significa "costume" ou "hábito"), não surgiu como evolução desse possível étimo, mas sim como uma espécie de neologismo então introduzido por Cícero ao traduzir a palavra grega "éthikos" que significa "relativo aos costumes". Tudo isto, que resulta de referências cruzadas obtidas no Lello Universal, no Dicionário Prático de Filosofia e no Concise Oxford Dictionary, me parece ser algo dúbio e pleno de omissões... Agradecia por isso que me dessem uma análise de fundo da génese de ambas as palavras. Muito obrigado.
Dar azo a
O que significa «dar azo a»?
As expressões «é de longe» e «nem de longe, nem de perto»
Gostava de saber qual o significado da expressão «é de longe»:
a) «Esta solução é, de longe, a melhor de todas.»
b) «Este fenómeno é, de longe, o maior causador de poluição sonora.»
E a expressão «nem de longe, nem de perto»?
Gostava igualmente de saber o valor do verbo ser na seguinte frase:
a) «Não quero o meu chapéu, quero é a Virgínia!»
Porquê «quero é»?
Muito obrigado!
Eloísa, Eloisa e Heloísa
Minha neném nasce essa semana, passei a gestação inteira decidida a colocar Eloísa com E. Na reta final, as pessoas falam que é errado, me tire essa dúvida por favor. Eloísa com E está errado?
A construção «desde... até...» com sentido temporal
É possível dizer «desde segunda até sexta» ou «desde a segunda até à sexta»?
Sei que está certo «de segunda a sexta», mas queria saber se existem as outras possibilidades, embora pouco habituais.
Obrigada.
Papelão / portão
Sou professora de Português e gostaria de saber se o aumentativo de papel é papelão e/ou papelzão, ou se papelão já deixou de ser aumentativo por adquirir um outro significado na Língua.
E quanto à palavra porta, qual o seu aumentativo? Seria portona? Ou portão ainda é válido.
Como fazer para explicar esses "probleminhas lingüísticos" para crianças de 1.ª série do Ensino Fundamental?
Aceitar ou não aceitar, eis a questão!
Palavras compostas por justaposição
As palavras maltratar, sobremesa e girassol são compostas por aglutinação ou justaposição?
