A sintaxe do verbo render
A frase «Os bandidos renderam a vítima!» está correta?
Ou seria melhor dizer «A vítima rendeu-se aos bandidos!»?
Chamo-me e chamam-me
Numa apresentação pessoal, gostaria de saber se é correto dizer «chamo-me Jaime» ou o melhor é dizer «chamam-me Jaime».
Este último caso é uma tese defendida por alguns, alegando que, por exemplo, eu não me chamo, mas as pessoas é que me chamam, porque me deram o nome, não eu. Então, para eles não é correto dizer «chamo-me», mas sim o correto é "chamam-me"
Aguardo a resposta. Obrigado.
A etimologia das palavras do português
Estava eu estudando latim e percebi que alguns substantivos da língua portuguesa aparentam derivar sua forma não do nominativo, mas sim do ablativo, como em: pons, is, abl. ponTE; dens, is, abl. denTE; mons, is, abl. monTE; urbs, is, abl. urBE; avis, is, abl. avE; nox, is, abl. nocTE. Gostaria de saber como e por que causa se verifica essa aparente origem e também o porquê de nossa língua não ter declinações como o latim. Desde já agradeço-vos pela resposta e congratulo-vos pelo excelente trabalho de elucidar a língua nossa neste pantanoso terreno da Internet.
Azul e vento são nomes concretos ou abstractos?
As palavras "azul" e "vento" são nomes concretos ou abstractos? Gostaria também de saber se a frase "Não te vás embora!" se encontra na forma neutra ou enfática. Muito obrigada.
As funções sintáticas e os verbos de ligação
Gostaria de saber se é correto atribuir função sintática a verbos de ligação.
Em classe, oriento [dizendo] que qualquer verbo de ligação apresenta função copulativa e que, em função disso, não apresenta função sintática; no entanto tal orientação foi refutada quando a mim foi dito que a nomenclatura "verbo de ligação" indica a função sintática do verbo.
Como não consegui confirmar essa informação em gramáticas, gostaria de receber uma impressão para seguir.
Obrigado.
O ditongo nasal de muito (advérbio, quantificador, pronome)
Porque a palavra muito é pronunciada como sendo nasalada?
Sobre verbos transitivos e intransitivos
Na gramática tradicional, ainda ensinada aos alunos de 8.º e 9.º anos, torna-se difícil encontrar uma explicação cabal para a definição de verbos transitivos indiretos. Nalgumas publicações é dito que são aqueles que são seguidos por complemento indireto, noutras afirma-se que são os que são seguidos de complemento indireto ou outro complemento iniciado por preposição, e noutras, ainda, diz-se que são os que são seguidos de complemento indireto ou complemento circunstancial.
Gostaria que, se possível, me ajudassem nas seguintes dúvidas:
Nas frases «Ele dormiu bem», «Ele dormiu no sofá» e «Entreguei o livro na biblioteca», que tipo de verbo temos? Estará correto dizer que nas duas primeiras é um verbo transitivo indireto e, na última, um verbo transitivo direto e indireto, pois têm à frente um complemento circunstancial?
A moderna ortografia dos sobrenomes Arraes, Carvalhaes, Froes,
Goes, Moraes, etc.
Goes, Moraes, etc.
Os sobrenomes Arraes, Carvalhaes, Froes, Goes, Moraes, Nabaes, Novaes, Paes, Palhaes e Vinhaes passam, na moderna ortografia, a Arrais, Carvalhais, Fróis, Góis, Morais, Nabais, Novais, Pais, Palhais e Vinhais.
Estou equivocado?
Obrigadíssimo.
Hiato e ausência de acento gráfico em rainha
Existe algum argumento real para justificar que rainha, moinho ou buinho não levem acento, mas que o devamos colocar sobre faúlha, suíno ou raízes?
Ou então diga-se claramente que é uma exceção arbitrária que temos de seguir.
«Nada de especial»
Encontrei as expressões «nada de especial» e «o que de mais importante», cuja estrutura não entendo bem. É do uso comum a estrutura um substantivo + de + um adjetivo? Pensava que deveriam ser «nada especial» ou «nada de importância», e a outra, «o que de mais importância».
