Quiser e não "quizer"
Vejo vulgarmente muita gente escrever "quizer". É tão vulgar que acabei por ficar com dúvidas.
Gostaria que me esclarecessem.
Plural de «má vontade»
Qual é o plural da palavra má-vontade?
"Trust fund"
Gostaria de saber qual é a melhor tradução de "trust fund," cujo significado, num dicionário de língua inglesa, é: dinheiro pertencente a uma pessoa, mas guardado e administrado por outra a pedido da primeira. Poderia ser «fundo em custódia»?
Colagénio
Diz-se "colagénio" ou "colagéneo"?
E quando queremos referir-nos a fibras constituídas por colagénio (colagéneo), podemos dizer "fibras colagénicas", e também "fibras colagénias" (ou "colagéneas")?
Outra vez a concordância com expressão numérica
Antes de mais, cumprimento-os pelo excelente serviço que prestam aos falantes da língua portuguesa.
Seguidamente, pergunto-vos se, nas expressões abaixo, alguma está incorrecta, ou se uma é mais correcta do que a outra:
1 — «Cinquenta anos não é nada para mim.»
2 — «Cinquenta anos não são nada para mim.»
Julgo que ambas estarão correctas, mas, ainda assim, gostaria da V. douta opinião, dado que já estive envolvido numa argumentação em que uma das partes defendia que a hipótese 1 estaria incorrecta porque o verbo teria de estar em concordância com o número de anos. Ora, a meu ver, isto não é estanque, na medida em que «Cinquenta anos» pode perfeitamente assumir o carácter de «isso», como no diálogo seguinte: «— Cinquenta anos? O que é isso para si? — Cinquenta anos, na verdade, não é nada para mim.»
Fico a aguardar o V. esclarecimento.
Comentário
Gostaria de saber como se faz um comentário e/ou os aspectos importantes para a elaboração de um comentário.
Agradeço desde já a atenção dispensada.
Colaborante
Li numa acta do 12.º ano do ensino secundário que «a turma costuma ser pouco participativa e pouco colaborante». A minha dúvida consiste em saber se a expressão "colaborante" existe, ou se é a forma incorrecta de "colaboradora".
Pensar de ou curtir de ?
Recentemente, tenho notado que há jovens (sobretudo jovens) que dizem “pensar de”, por exemplo: «Pensei de dizer-te para irmos ao festival». E ainda com mais frequência, "curtir de": «Não curto muito dele.»
Está bem empregada a preposição? Os verbos em questão regem a preposição de?
Obrigado.
A origem dos numerais cem e cento
Porque se diz «cento e um» e não «cem um»? Porque muda a palavra?
Sotaque carioca, de novo
Como não encontrei um espaço reservado para comentários dentro deste "site", estou utilizando esta caixa de perguntas para tentar fazer uma contribuição a uma pergunta de outubro que considero ter sido respondida de forma incompleta pelos consultores do Ciberdúvidas. Esta pergunta foi formulada por Márcia Regina (Argentina). Ela queria saber da origem do sotaque carioca e suas diferenças com o sotaque paulista.
Como foi respondido, o sotaque paulista teve forte influência da imigração italiana naquele estado, especialmente na capital. O que eu estranhei foi a ausência da explicação para o sotaque carioca. Isto porque a maior característica de sonoridade deste sotaque, o chiado do "s" que assume o som de "x", vem exatamente da influência da grande colônia portuguesa que ali habita. Esta influência é muito mais intensa do que no interior do país, visto que, como capital do Brasil durante os tempos em que o país era colônia de Portugal, a cidade do Rio de Janeiro detinha a maior proporção de funcionários portugueses em terras brasileiras. Houve uma intensificação desta influência com o refúgio da família real portuguesa que, em 1808, trouxe mais de 15 mil cortesãos portugueses para o Rio. Ainda na primeira metade do século XX esta cidade recebeu uma grande leva de imigrantes portugueses que hoje dominam o ramo de padarias neste lugar. É muito comum encontrar portugueses também na atividade de carros de aluguel ou de praça (os "táxis").
Em suma, enquanto o "paulistês" é fortemente influenciado pela entonação do italiano, o "carioquês", por sua vez, tem sua sonoridade ligada ao sotaque português europeu mais antigo.
Uma forte característica do sotaque português europeu atual, que ressalta aos ouvidos dos brasileiros, é a freqüente atenuação ou quase supressão da vogal que precede a sílaba tônica (ou tónica). Esta foi uma diferenciação posterior à vinda da família real portuguesa para o Brasil, e por isso não está registrada no jeito de falar do carioca.
