DÚVIDAS

Modificadores, complementos oblíquos, complementos indiretos
Tendo em conta as diversas explicações avançadas pelas diversas gramáticas existentes no mercado e pelos recursos fornecidos pelas editoras, continua a haver exemplos de frases que suscitam dúvidas quanto à classificação dos constituintes que tanto podem ser modificadores, como complementos oblíquos ou até complementos indiretos. É o caso das frases: «A Joana trabalha em Lisboa.» («em Lisboa» – é modificador ou c. oblíquo?) «O que aconteceu deve-se à tua falta de trabalho.» («à tua falta de trabalho» – é complemento oblíquo ou complemento indireto?) E se fosse «O que aconteceu deve-se à tua mãe»? (à tua mãe» – não seria complemento indireto – deve-se-lhe?) Obrigada.
Os determinantes demonstrativos e os deícticos pessoais
Participo mais uma vez no V. fórum, colocando uma questão que se prende com deícticos. Num manual escolar de 10.º ano, encontra-se que os determinantes demonstrativos são uma das classes de palavras que podem funcionar como deícticos pessoais, mas, infelizmente, o quadro conceptual não vem acompanhado dos sempre necessários e úteis exemplos. Fui questionado por uma aluna no sentido de arranjar uma frase que o demonstrasse. Nenhuma me ocorreu porque em todas em que usava um determinante demonstrativo me parece que funcionam mais como deícticos espaciais, como, aliás, parece sugerir o Dicionário Terminológico disponível no site da DGIDC. Será que haverá contextos em que aqueles determinantes possam ter aquele valor? Agradeço a V. atenção.
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