DÚVIDAS

A família dos felídeos
Os cães pertencem à família dos canídeos, a que também pertencem a raposa, o lobo e outros. O gato pertence à família dos felídeos, onde podemos encontrar o gato-bravo, o lince, os leões... Todavia, em várias câmaras municipais e juntas de freguesia, os cães continuam a pertencer à familia dos canídeos, contudo os gatos já são designados por "gatídeos". Como bióloga, esta denominação não tem qualquer tipo de fundamento, constituindo um erro grave de denominação/organização sistemática. Mas, no benefício da dúvida no que diz respeito ao português, fiz pesquisa em vários dicionários e em nenhum deles existia esta designação. Queiram, por favor, tirar-me esta dúvida. Obrigada.
Sobre conjugação pronominal e uso enfático do pronome complemento
Solicito a vossa preciosa ajuda para a apreciação da conjugação do verbo entre parênteses, no texto seguinte: «Uma nota para este novo desafio e outros que teimarem em aparecer. Se não teimarem, nós [obrigamo-los].» Inicialmente, conjuguei assim: «Se não teimarem nós [obrigamos-os].» Conjugando este verbo no presente do indicativo, na 1.ª pessoa do plural com reflexo nas três pessoas do singular e nas três pessoas do plural, temos: «nós obrigamos-te, a ti»;«nós obrigamos-a, a ela» (ou «nós obrigamo-la, a ela»?)«nós obrigamos-nos, a nós» (ou «nós obrigamo-nos, a nós»?); «nós obrigamos-vos, a vós» (ou «nós obrigamo-vos, a vós»?);«nós obrigamos-as, a elas» (ou «nós obrigamo-las, a elas»?)   Embora não me pareça muito regular, em relação à 1.ª pessoa do singular, eu diria: «nós obrigamos-me, a mim.» Desde já obrigado pela vossa preciosa ajuda.
Acerca dos estrangeirismos
Saudações à equipe do Ciberdúvidas! Desde algum tempo que me há uma questão pendente, trata-se dos estrangeirismos. Eu gostaria que me ajudassem a formar uma posição sobre o tema: estrangeirismos. Precisamos, às vezes, de material para escrever textos dissertativos na escola, e torna-se difícil encontrar informações confiáveis, portanto recorro a vós. Debatemos já em sala de aula o tema, mas não cheguei a consenso acerca do tema. Como podemos fazer uma abordagem das questões linguísticas que envolvem o tema? Qual a opinião dos gramáticos, linguistas e especialistas sobre o tema? Por um lado, nas discussões que vimos, foi-se destacando muito o lado da variedade linguística, que o falante é que faz a língua, que ele mostra verdadeira maturidade quando resolve incorporar os estrangeirismos, etc. Também se enfatizou, por outro lado, a questão do imperialismo norte-americano, sua influência nas culturas, principalmente na nossa brasileira, e por isso o uso exagerado em lojas, propagandas, etc. A que abordagem poderíamos verdadeiramente chegar? Houve até um projeto de lei para proibir os estrangeirismos no Brasil, segundo um colega — numa pesquisa no Google vi até a opinião de que era uma tentativa de puristas nacionalistas de uniformizar a língua no Brasil, que é tão diversificado. Os estrangeirismos empobrecem a língua sob que circunstâncias? Há evidências para demonstrá-lo? Podem citar algum exemplo que comprove o uso indevido? Pode-se utilizar a variedade linguística e o livre arbítrio dos falantes, como vimos da parte de alguns amigos, para não se corrigir os abusos? Como se pode utilizá-los sabiamente, e em que contextos? Que autores e obras se pode consultar sobre a questão? Aqui me despeço, sempre muito agradecido por me auxiliarem.
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