DÚVIDAS

O aportuguesamento da palavra francesa courette
Sou presidente de uma comissão técnica de normalização (CTA 17) que está a elaborar uma norma portuguesa (NP) sobre ventilação mecânica controlada (VMC) para aplicar em edifícios de habitação. Nos trabalhos de instalação de tubagens utiliza-se, em gíria, a palavra "corete" ou "courete" com o sentido de «espaço oco por onde podem passar as tubagens». Esta palavra parece ser o "aportuguesamento" da palavra francesa courette. Todavia, em vários dicionários de francês/português encontro para courette a palavra portuguesa saguão, que não é a mesma coisa, não tem o mesmo significado. Será que existe alguma solução na língua portuguesa que permita usar "corete" ou "courete" com o significado que lhe é dado na gíria das instalações de tubagens? Obrigado.
Núcleo do sujeito e aposto
Gostaria de saber se o núcleo do sujeito pode ser um aposto. Por exemplo, qual o núcleo do sujeito nesta frase: «Bebida, fumo, jogo, tudo o destruía»? Sei que «tudo» é aposto resumitivo e faz parte do sujeito. Porém, é ele o núcleo, ou é «bebida, fumo, jogo»? E também nesta frase – «O advogado José Bastos chega hoje» – não sei se o núcleo é «advogado» ou o aposto especificativo «José Bastos». Muito obrigada.
Maiúsculas em palavras compostas
Sou revisora literária e tipográfica e tenho uma dúvida a que ainda não encontrei resposta nos vossos esclarecimentos sobre este assunto. Num título de uma bibliografia em que se opte pelas maiúsculas iniciais, o que fazer em relação aos prefixos a que se segue um hífen (ex.: Escreve-se «O Nosso Futuro pós-Humano» ou «O Nosso Futuro Pós-Humano»; «Seremos Todos anti-pós-Modernistas?» ou «Seremos Todos Anti-Pós-Modernistas?»? Ou seja, quem impõe a regra é a categoria do prefixo ou a da palavra que se lhe segue? Obrigada.
Sobrescritos sublinhados em ordinais
Eu já vida tinha enviado esta pergunta, mas na altura não obtive uma resposta esclarecedora. Gostava de saber se existe alguma regra topográfica segundo a qual o ponto de abreviatura antes do indicador ordinal (ex.: 1.º) deve ou não ser omitido, dependendo se — na fonte de letras em questão — o símbolo estiver sublinhado. O Correio da Manhã usa o ponto nas situações em que o símbolo não é sublinhado, mas não quando, nos artigos, aparece sublinhado. Também o Expresso segue este conceito. Sei que, tradicionalmente, o ª/º deve ser sublinhado, e só também que s deve usar um ponto neste tipo de abreviatura. Porém, nunca vi os dois a serem usados ao mesmo tempo.
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