Os conectores «por um lado» e «por outro...»
Na frase:
«Duas causas contribuíam para este anseio generalizado. Por um lado, a evolução literária, com o renascimento do gosto pelos modelos da antiguidade. Os humanistas manifestavam o desejo de ressuscitar os géneros clássicos, entre os quais se contava a epopeia, representada sobretudo pelos poemas homéricos – a Ilíada e a Odisseia – e pela Eneida, de Virgílio. Por outro lado, havia o tema a impor o livro.»
Os conectores «por um lado» e «por outro» – transmitem uma ideia de alternativa ou de adição?
Obrigada
«Os seus maiores amigos» = superlativo relativo de superioridade
Na frase «Firmino voa alegre sobre as searas, suspenso nos bicos dos seus maiores amigos», em que grau se encontra o adjetivo maiores?
Queda de vogal numa palavra
Como se chama ao processo, tão tipicamente algarvio, de queda ou omissão de uma ou mais letras numa palavra. Ex.: "Pexe", quando deveria ser "peixe".
Obrigado pela vossa atenção.
Emprego do verbo buscar
Qual a forma correcta de utilizar o verbo buscar: «Eu vou buscar o livro», ou «Eu busco o livro»; «Deixa estar, que eu vou buscar», ou «Deixa estar, que eu busco»?
Obrigada.
Ainda a grafia dos nomes próprios estrangeiros
Antes de mais, muito obrigada pelo vosso trabalho, que tanto me ajuda a fazer o meu!
A minha questão prende-se com a necessidade de utilização de aspas ou itálico com estrangeirismos, quando estes são nomes próprios. Aqui ficam alguns exemplos que me causam dúvida:
— A Grand-Place de Bruxelas, ou A "Grand-Place" de Bruxelas?
— O Schloss Hohenschwangau, ou O "Schloss Hohenschwangau"?
— De Stonehenge a Tower Bridge, ou De "Stonehenge" a "Tower Bridge"?
Já li vossa resposta à questão "Como grafar estrangeirismos?", mas não fiquei totalmente esclarecida.
Muito obrigada pela vossa atenção.
Sociopolítico / económico-político
As seguintes palavras escrevem-se como? – socio-político; – economico-político; O acento da primeira palavra nunca se coloca, não é verdade?
O uso do conjuntivo
O prezado José Neves Henriques escreveu: "Sabemos que o indicativo é o modo verbal que nos apresenta os factos verdadeiros, reais ou tidos como tal. E que o conjuntivo (ou subjuntivo no Brasil) é o modo que nos apresenta os factos incertos e os não reais." Tenho cá esta pergunta: Se esta é a explicação do conjuntivo / subjuntivo, porque é que usamos este modo em casos como o seguinte: "É pena que eu não saiba falar chino." Porque eu não sei falar chino – é um fa[c]to certo e real. Existem casos nos quais o conjuntivo / subjuntivo é usado para casos certos e reais? Obrigado.
«Na ponta da língua» = metáfora idiomática ou lexicalizada
«Ele estava com a resposta na ponta da língua.»
Na frase acima, trata-se de metáfora a expressão «na ponta da língua»?
Calças e par de calças
Bom dia! A minha dúvida prende-se com a utilização e interpretação, por exemplo, numa mesma encomenda, da palavra calças e par de calças. Como interpretar a expressão "par de calças" num contexto em que a pessoa, por exemplo, se refere a "calças" para indicar o modelo, mas ao efetuar a encomenda refere que pretende comprar "três pares de calças"? Devemos sempre assumir que neste tipo de situações (por exemplo, par de óculos) "um par" é apenas uma unidade, e por isso sinónimo de "calças", ou a interpretação matemática de "par" também pode ser aplicada corretamente (nesse caso, um "par de calças" poderá significar duas calças)? Quando num mesmo contexto se usa a mesma terminologia, a questão será fácil de interpretar mas, e quando no mesmo contexto surgem as duas terminologias?
Obrigada!
A pronúncia de Cefas
Pedia que me esclarecessem o seguinte:
Na Bíblia, ou melhor, no Evangelho (cfr. Jo 1, 42), Jesus disse a Simão Pedro, o primeiro papa, que ele, a partir daquele momento, chamar-se-ia Pedro (do grego Πετρός), isto é, «pedra»: a pedra angular da Igreja. Em aramaico, que era a língua falada por Cristo, diz-se Kkēifá’ (כֵּיפַא). Por sua vez, em hebraico diz-se Kkēf (כֵּף). A tradução deste vocábulo aramaico para o grego é Kefás (Κηφα̃ς). Por sua vez, em latim é traduzido por Cefas e em português é também Cefas. A minha dúvida reside nisto: como se deve ler correctamente em português Cefas? Com um c de cenoura ou com um q de quinta? É que no original aramaico o c de Cefas é lido com um q. Eis a minha dúvida. Mas, por sua vez, em latim, que é, dentre destas, a língua mais próxima do português, Cefas lê-se com um c de cenoura.
