«Pelos vistos»
Será mais correcto dizer «pelos vistos assim é», «pelo visto assim é», «pelos vistos aconteceu» ou «pelo visto aconteceu»?
A vírgula antes da conjunção e
Gostaria de esclarecer uma dúvida quanto ao emprego da vírgula antes da conjunção "e"... Por exemplo no trecho da música "Tua tristeza é tão exata/ E hoje o dia é tão bonito..." existe a vírgula antes da conjunção "e"?
Grata
O x e a arroba para referir o masculino e o feminino
O uso de x na escrita para indeterminar o gênero de substantivos é uma tendência que se vê em alguns movimentos sociais ligados ao feminismo no Brasil. Não sei se em Portugal ou noutros países lusófonos existe alguma discussão similar.
Um exemplo desta tendência é registrado aqui.
O que me dizem sobre isto?
Obrigado.
Plural de bolo-rei: bolos-reis
Qual o plural de bolo-rei?
Sempre obrigada.
«De molde a» e «de modo a»
Gostaria de confirmar se o uso distinto que faço das locuções «de modo a» e «de molde a» se justifica, ou se as duas são afinal permutáveis.
Escreverei assim «A proposta apresentada é de molde a permitir um consenso» (ou seja, «pela sua natureza ou características, a proposta é suscetível de permitir um consenso»). Escreverei, em contrapartida, «Apresentei uma proposta, de modo a permitir um consenso» (ou seja, «para que cheguemos a um consenso, apresentei uma proposta», sem que haja nexo causal – ou gramatical – direto entre a natureza da proposta e o possível consenso).
Desde já agradeço a vossa resposta.
Crânio
Nos Dicionários e Prontuário Ortográfico que consultei, encontrei apenas a palavra Crânio. No entanto, julgo ter já visto e escrito no passado de uma outra forma: Crâneo. Ambas estarão correctas ou não? Antecipadamente grata pela V/ resposta.
Cláudia
Há alguma razão para que o nome próprio Claudia seja acentuado com sinal gráfico no primeiro "a"? Se assim for perde-se o ditongo, mas, curiosamente, há ditongo na fonia, ou não há?
Obrigado.
Tu, você, o senhor, a senhora
No que diz respeito as formas de tratamento em Portugal, há regras que explicam como são usadas no trabalho, na família, entre amigos, entre pessoas que não se conhecem bem (p. ex. um estrangeiro encontra um português mais novo/ do mesmo grupo etário/ mais velho. E na escola? Qual a melhor forma de tratamento quando um professor se dirige aos seus estudantes (=adultos)?
Sobre a ocorrência de crase
Primeiramente, parabenizo-os pelo ótimo trabalho realizado! Este site é realmente muito bom e tem-me ajudado muito!
Peço, também, que me corrijam se cometi algum equívoco quanto à existência das regras citadas abaixo.
Estive estudando a ocorrência da crase e percebi que diante da palavra casa, quando tem sentido de «lar» e quando não for especificada, não é admissível o uso do artigo a, não havendo assim a crase.
Por exemplo:
«Saí de casa cedo» (casa no sentido de «lar» — não admite artigo).
«Fui à casa da Maria» (casa no sentido de «lar», mas especificada — admite o artigo).
Também li que o pronome indefinido outro só admite crase quando determinar outro substantivo, subentendido ou não. Sobre essa regra tenho dúvida se é valida ou não.
Por exemplo:
«Saí desta praça e fui "a" outra» («outra praça qualquer» — não admite artigo).
«Saí desta esquina e fui "à" outra» («a próxima esquina e não qualquer esquina» — admite artigo).
Porém a minha dúvida surge com o uso da palavra casa e da palavra outra na mesma frase. Qual regra prevalecerá?
«Há duas casas nesta rua. Eu saí desta casa e fui a outra casa.»
Neste caso há duas regras aplicáveis:
— ou não há artigo (não havendo a crase) porque casa tem sentido de «lar»;
— ou há artigo (havendo a crase) porque outra indica a próxima casa e não uma casa qualquer.
Se a regra do outro for válida, qual das duas regras eu devo aplicar?
Muito obrigado!
Ver Braga por um canudo
Gostaria de saber qual a origem da expressão «Ver Braga por um canudo».
Grata pela atenção.
