DÚVIDAS

O uso de post scriptum (P.S.)
Segue-se à abreviatura P. S. (já agora, o correto é P. S., P.S., PS. ou PS?) algum sinal de pontuação para introduzir o que se escreveu depois, ou não se deve pôr nenhum? Já observei o uso de dois-pontos, travessão e até parênteses, embora particularmente tenda a dispensá-los. Aproveitando o ensejo, deve-se escrever o que vier a seguir com letra capitular, estou certo? Abaixo está um exemplo de como utilizo o recurso. P. S. Oportunamente, a expressão latina correspondente deve ser grafada com hífen? Parabéns pelos excelsos serviços prestados à língua portuguesa e aos seus falantes.
O conceito de parassíntese
Recentemente, uma aluna do 10.º ano questionou-me sobre o conceito de parassíntese. Uma vez que nos critérios de correcção dos exames de 9.º ano se afirma que as palavras adormecer, insuportável, refazer, desmontar e deformação pertencem ao mesmo grupo, quanto à sua formação, em oposição a um grupo de palavras compostas e um grupo de palavras derivadas por sufixação (exame de 2006), e que, por outro lado, no exame de 2005, a palavra indiscretamente surge como palavra parassintética, encontro-me numa situação pouco confortável em relação à resposta a dar à aluna, visto que a mesma poderá induzi-la em erro. Na realidade, pretendo que me elucidem sobre a pertinência de introduzir a noção do "tempo" no processo de formação de palavras, pelo que gostaria que me dissessem se posso "transmitir" aos alunos que infelizmente é uma palavra parassintética, ou, pelo contrário, devo afirmar que se trata de uma palavra derivada por sufixação, dado que o prefixo in é anterior ao sufixo -mente. Gostaria igualmente de saber se existe algum consenso nesta matéria.
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