DÚVIDAS

Diferenças na acentuação gráfica entre o Brasil e Portugal
Primeiramente eu gostaria de dizer que sou um grande fã do trabalho feito no JCB Ciberdúvidas. Eu passo horas lendo as explicações dadas aqui, que são muito bem detalhadas e úteis. Minha dúvida diz respeito às diferenças de acentuação entre a ortografia brasileira e a portuguesa. Eu já não moro no Brasil há alguns anos e por isso talvez não esteja mais tão bem informado no que diz respeito às regras. Contudo eu noto que existem algumas diferenças na acentuação entre as ortografias dos dois países e nesse caso eu não me refiro somente entre o uso do acento circunflexo e o acento agudo. Por exemplo: Assembléia (br) e Assembleia (pt); idéia (br) e ideia (pt); voo (pt) e vôo (br). Quais as regras que estabelecem essas diferenças? Muito agradecido.
A regência do substantivo dependência
António Serôdio, presidente da Associação Portuguesa dos Gestores do Desporto (Apogesd), em entrevista ao jornal [português] A Bola, de 21 de Abril, afirma o seguinte: «Há ligas mais expostas... Mas o sobreendividamento e a excessiva dependência à banca e a outras instituições financeiras...» 1. «Dependência à banca e a outras instituições financeiras...» ou «Dependência da banca e de outras instituições financeiras...»? 2. Entendendo-se o que o entrevistado queria dizer, não deveria o entrevistador (jornalista de um jornal de referência, com milhares de leitores) ter modificado a redacção do texto? Obrigado.
Quantificadores, adjetivos e pronomes
Com a entrada em vigor da Nova Terminologia, aparecem-nos os quantificadores numerais. Ex.: «Tenho cinco livros.» A minha dúvida é a seguinte: qual a classe a que pertence o numeral dois na frase «Eu tenho cinco livros e ele tem dois»? Se os quantificadores passam a pronomes quando não ocorrem junto do nome, poder-se-á dizer que dois é um pronome? E qual a sua subclasse? Num dos manuais que vou utilizar este ano, aparece a palavra dois como sendo um quantificador numeral. No entanto, os quantificadores ocorrem quase sempre antes do nome. Uma outra dúvida, muito parecida, relacionada com os adjectivos numerais: Qual a classe da palavra segundo na frase «O primeiro livro era bom. O segundo nem por isso»?
«Fazer amor»
A resposta intitulada «Fazer sexo», colocada em linha nesta quarta-feira, 23 de março de 2011, de autoria do competente consultor Carlos Marinheiro, fez-me lembrar de outra sinônima – «fazer amor» – que tem sido bastante usada no Brasil. Pois bem, gostaria de saber se «fazer amor» seria mais uma tradução servil do inglês, mais uma influência dessa língua estrangeira no nosso idioma. Parece-me que se trata de uma tradução de «make love». Poderíeis confirmar se esta hipótese é verdadeira? Muito obrigado.
ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de LisboaISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa