Vírgulas com contudo, porém e «como por exemplo»
Segundo me recordo, pela altura da minha 4.ª classe no Outeiro de São Miguel, na Guarda, ensinava-nos a irmã Gaspar (a nossa professora de Português) que, se bem que existam situações em que as vírgulas devam ser obrigatoriamente utilizadas, elas são utilizadas para acentuar uma pausa, de forma (a) que (por forma que) o leitor ou orador que está a ler o texto tenha a possibilidade de respirar durante a leitura e destacar de forma adequada o sentido das palavras. Alguém me dizia também que as vírgulas podem ser livremente utilizadas, desde que isso faça sentido. Custa-me contudo acreditar que, se bem que certas situações sejam admitidas como certas, elas venham substituir definitivamente as situações que anteriormente estavam legitimamente certas. Acho que é a isso mesmo que se chama evolução (da língua), o que não quer automaticamente dizer que ela siga pelo melhor caminho.
A título de exemplo:
«, contudo,»
«Se desejar contudo proceder...» (a minha versão, a qual considero mais acertada) vs. «Se desejar, contudo, proceder...» (a outra versão)
Acho uma aberração a utilização de uma única palavra entre duas vírgulas.
Seguindo esta mesma lógica, pior ainda será utilizar duas vezes na referida situação:«, como, por exemplo,». Segundo o meu parecer, acertado será «, como por exemplo,».
Será que alguém me poderia elucidar mais alguma coisa acerca do assunto?
Ainda a abreviação n.º
Sendo a expressão n.º uma palavra abreviada, significando que alguma coisa foi retirada, no caso, o ponto a seguir ao n significa que foram retiradas as letras úmero, e servindo o º superior de indicação do género (masculino), significando que foram retiradas as letras intermédias úmer, parece que não faz sentido, nem é correcto, que a seguir à expressão completa, n.º, se possa escrever, sem espaço, qualquer número cardinal, ou seja, "n.º1", sendo o 1 outra palavra, apesar de ser um símbolo matemático. Se se escrever "n.º1", parece que, querendo-se escrever outros cardinais, por exemplo, 2, 3, 4, etc., estes não são escritos sem espaço: "n.º1,2,3,4". O mesmo reparo deve ser feito quando se abrevia a palavra artigo, para art.º, à qual não se deve seguir o n.º do mesmo: "art.º1.º", pois também aqui o 1.º é uma palavra abreviada, que deve ser escrita com separação da anterior, mesmo que abreviada. Já agora, saliento ainda ser vulgar ver escritos em parêntesis com um espaço a seguir ao primeiro símbolo, ou, até, com espaços entre os símbolos, por exemplo, ( masculino) ou ( masculino ).
A diferença entre pedofilia e pederastia
Gostava que me explicassem a diferença de significado entre pedofilia e pederastia. Podem ser sinónimos do ponto de vista etimológico?
Obrigada.
Palavras homógrafas, homófonas e homónimas
Sou aluno do 7º Ano e gostaria de que me esclarecessem sobre a diferença entre: palavras homógrafas, homófonas e homónimas.
Qual o aumentativo de homem?
Gostaria de saber se homenzão é considerado como aumentativo de homem ou se apenas homenzarrão o é. Obrigado.
Pronomes, artigos, preposições e advérbios
Qual é a diferença entre pronomes, artigos, proposições e advérbios? Qual a função de cada um deles numa frase? Pode-me dar uma explicação simples, com exemplos fáceis de perceber, se faz favor?
Aglutinação e justaposição
Tenho dúvidas sobre o processo de formação de palavras. Algumas gramáticas que consultei não detalham bem o assunto. Se possível, eu peço que me forneçam alguns exemplos de palavras formadas por aglutinação e justaposição.
A pronominalização
O que é a pronominalização?
Bem-vindo vs. Benvindo
Gostava de saber qual é de facto a expressão correcta para dizermos a alguém que estimamos a sua chegada.
Já vi de todas as formas (benvindo, bem vindo, bem-vindo) e toda a gente diz de uma forma diferente. Inclusive os dicionários não são esclarecedores neste campo.
A opinião que tenho é que a expressão correcta é bem-vindo, mas recentemente, num comunicado utilizei bem-vindo e um coro de protestos chegou a indicar que estava a cometer um horrível atropelo.
Por favor, agradecia que me ajudassem neste assunto.
Dúvidas sobre o «ter de» e o «ter que»
Eu tenho mesmo de deixar aqui um breve comentário sobre esta coisa! Na realidade nem os mais doutos que se propõem ensinar o bom português têm o cuidado de conjugar devidamente o ter de. Para ser franco começo mesmo a duvidar sobre a forma correcta. Por favor ajudem-me!
