Modalidade epistémica: «reza a lenda que...»
Na frase «Reza a lenda que foi a nossa Catarina que levou o chá para Inglaterra.», está presente a modalidade epistémica com valor de probabilidade?
Obrigada.
O verbo servir com complemento indireto
No segmento «...uns e outros tantas vezes esquecidos nesse mundo subterrâneo que serve à nossa vida», o constituinte «à nossa vida» é complemento oblíquo ou complemento indireto?
Agradeço, desde já, o esclarecimento.
O uso de eleição no singular e no plural
Nas notícias recentes sobre o assunto, sempre ouvi «eleições presidenciais», parecendo-me mais apropriado o uso do singular. Mas quem sou eu?!
Agradeço esclarecimento.
Oração subordinada relativa: «(os) que reviram os olhos»
Considere-se a seguinte frase:
«Toda a gente sabe que a leitura é crucial no desenvolvimento das crianças, mas a realidade do nosso país está longe de o refletir, e muitos são os que reviram os olhos quando...»
A oração «que reviram os olhos» é uma oração subordinada adjetiva relativa restritiva, cujo antecedente é «os», com valor de «aqueles»?
O nome fisiolostria
Li em peça de teatro escrita em 1898, a filha escrevia carta ao pai:
«- Querido Papá, remeto-lhe a minha FISIOLOSTRIA que tirei no retratista...»
A minha pergunta é: o termo fisiolostria está correto, como sinónimo de «retrato em papel»?
Podemos aceitá-lo como de uso corrente no ano de 1900?
Obrigado.
Fobia como elemento de composição
No jornal Público, de 28/05/2026, dei com "maisfobia", uma palavra (?) que se lê no título de um artigo de opinião: "Gente a mais? A preguiça intelectual e moral da 'maisfobia'".
No texto, reagindo aos críticos da sigla LGBTQIA+, a autora define o termo por ela cunhado:
«Maisfobia n.f. - hostilidade ou desconforto perante a multiplicação, complexificação ou autodeterminação de categorias de identidade e sociais para além das formas consideradas normativas; tendência para considerar excessivo, confuso, ilegítimo e/ou perigoso aquilo que excede o binário ou o sistema de classificação dominante, reduzindo a diversidade a uma versão simplificada e autocentrada do real.»
"Maisfobia" é uma palavra correta?
Não estaremos a exagerar na formação de palavras formadas com fobia , por exemplo, no discurso polémico?
O complemento do nome elemento
Na frase «...alunos alheios a elementos fundamentais da sua identidade cultural e histórica», qual a função sintática do constituinte «da sua identidade cultural e histórica»?
Muito obrigada!
Amar, amante, amador
Qual seria a diferença entre usar um verbo, como amar, e um adjetivo que indica a ação dele, como amante?
Além disso, quão diferentes são os adjetivos desse tipo, quando há mais de um para o mesmo verbo? Por exemplo: existe, além de amante, o adjetivo amador; seriam sinônimos ou ocorre uma sutil diferença?
Com efeito, as três frases seguintes apresentam o mesmo sentido?
«O menino, que ama o futebol, não perde um jogo da seleção.»
«O menino, amador do futebol, não perde um jogo da seleção.»
«O menino, amante do futebol, não perde um jogo da seleção.»
Para evitar repetir excessivamente o pronome que (pois faço redações escolares, em que essa repetição é penalizada), tenho feito um uso mais recorrente dos adjetivos que indicam uma ação verbal, trocando esse pronome por eles. Por isso, esta questão tem como finalidade última verificar se há uma diferença semântica que implique a troca do pronome que por um adjetivo não ser uma boa forma de evitar a sua repetição.
Por exemplo: para evitar repetir o pronome que, escreveria a frase anterior como:
«Por isso, esta questão tem como finalidade última verificar se há uma diferença semântica implicadora de a troca do pronome que por um adjetivo não ser uma boa forma de evitar a sua repetição.»
Tais são as dúvidas.
Obrigado pelo serviço do site.
Modificador do grupo verbal: «aceitou o convite na festa»
Na frase «Ela aceitou o convite na festa», a expressão «na festa» deve classificar-se como complemento obliquo ou modificador?
Obrigada.modificador do grupo verbal
O aportuguesamento "calache" (pão)
A dúvida é antes orientada a um tema de transliteração.
Um pão tradicional da Europa Oriental tem em vários países das redondezas nomes parecidos: kalach, kalács, калач.
Não encontro fontes seguras sobre como esta palavra poderia ser incorporada a um texto em português - e uma vez que as opções "kolach" ou "kalach" não parecem harmonizar esteticamente com a nossa sonoridade lusófona, gostaria de uma orientação de como proceder neste caso (e, por extensão, outros parecidos).
Me parece que "calache" serviria (buscando um remotíssimo precedente em "Críxena", para o deus hindu Krishna), mas à falta de registros do verbete, não quero incorrer em neologismos que, mesmo com licença poética, dificultem a compreensão.
Algum norte a que me apontar?
