DÚVIDAS

Consoantes sibilantes e palatais
Há algum tempo aprendi que, antigamente: 1. z não soava como s intervocálico, isto é, [z]; 2. ç (ou ci/ce) não soava como ss/s inicial, isto é, [s]; 3. ch não soava como soa habitualmente x, isto é, [ʃ]. Depois, lembrei-me de mais um par parecido de consoantes homófonos: 4. d palatal e j, que soam [ʒ]. Também queria perguntar o que se segue sobre este quarto par. A propósito de cada um destes quatro casos de consoantes agora homófonas, queria perguntar: 1. Se estou certo em dizer que antigamente se pronunciavam diferentemente; 2. Quais se acha terem sido os sons delas quando ainda se pronunciavam diferentemente (podem usar o Alfabeto Fonético Internacional na resposta); 3. Quando se acha que deixaram de se diferenciar na pronunciação. Estou interessado no sotaque de Lisboa, pois estou consciente de que terão persistido menos ou mais tempo noutras regiões de Portugal. Enfim, agradecia também se pudessem indicar alguns livros onde poderia ler mais sobre estas e outras parecidas alterações fonológicas da língua portuguesa. Antecipadamente grato pela ajuda prestada.  
O nome pilrito
O termo pilrito designa várias espécies de aves aquáticas da família dos escolopacídeos. Contudo, na bibliografia ornitológica mais antiga (anterior a 1960) aparece invariavelmente a grafia pirlito. Fica a sensação de que em determinada altura o termo original pirlito foi corrompido e deu lugar a pilrito. Poderá ter-se dado o caso de ter sido uma corruptela acidental que acabou por se tornar a norma? Gostaria de obter o vosso parecer acerca desta situação. Obrigado.
Referência a seleção de textos de um mesmo autor
Estou a fazer um trabalho académico, e tenho uma dúvida acerca do modelo correto para a Secção Bibliográfica. Para ser mais prático: Tenho um nome (Henry David Thoreau), e título (Walden): costumo escrever Thoreau, Henry David, Walden. Mas, agora, surgiu uma coletânea, com as suas citações. Posso escrever Thoreau, Henry David, The Quotable Thoreau...? A minha dúvida é que esse livro, embora seja com citações de Thoreau, é editado (com autorização) das várias obras de Thoreau. Muito obrigado.
Adjetivo e particípio passado + que: «viúvo que foi»
Em assentos eclesiásticos, encontramos frases do tipo: «João de tal, viúvo que ficou de Maria de tal, casou-se com Joana de tal.» Napoleão Mendes de Almeida, no seu Dicionário de Questões Vernáculas, parece discordar de Vasco Botelho de Amaral quanto à função da conjunção que com valor temporal. Qual a função sintática da conjunção que nesse contexto? Muito obrigado!
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