Aspeto: perfetivo e genérico
«Percebi nessa frase que a dignidade não está naquilo que temos, mas na forma como fazemos aquilo que nos cabe.»
Quais os valores aspetuais configurados pelas formas verbais presentes na frase?
Eu creio que serão perfetivo («percebi») e genérico (para as restantes formas verbais).
Todavia, há quem considere imperfetivo e eu não entendo por que razão pode ser imperfetivo.
Obrigada.
Mas restritivo
É possível relacionar a conjunção adversativa mas com ideias de condição?
Por exemplo, na frase abaixo, pelo menos a meu ver, o sentido expresso pelo referido vocábulo se aproxima muito do mesmo valor da conjunção se ou da locução «desde que».
«Você até pode sair hoje à noite, mas não vá a nenhuma boate, nem consuma bebida alcoólica.»
Obrigado.
Adjetivo + oração de infinitivo: «é interessante de ler»
Nas frases «A banda desenhada é interessante de ler» e «O texto está bem escrito e fixe de ler», perguntava-vos se o emprego da preposição destacada é possível.
Obrigado.
Passear e deambular
Em relação aos verbos passear e deambular, podemos dizer «Ele passeia/deambula NA/ PELA cidade»?
Obrigado.
«É pena» + infinitivo
Estão corretas as frases «É pena ele tê-la abandonado» e «É pena tu tere-la abandonado»?
Obrigado.
Aspeto: «Continuo a fazer a viagem como sempre fiz.»
«Continuo a fazer a viagem como sempre fiz.»
Qual é o valor aspetual?
Obrigado.
O adjetivo desregulatório
Pode dizer-se desregulatória?
Obrigado.
O uso de um como sujeito indeterminado
Em inglês, one pode ser utilizado como pronome, e, em espanhol, uno e una também podem ser utilizados como pronomes.
Creio valer a mesma coisa para um e uma, em português, ou me equivoquei?
No caso, seria (ou será...) usado para indicar «alguém», indefinido, indeterminado ou inespecífico. Ou não é bem assim afinal?
Muitíssimo obrigado.
«Escrever no papel» e «sobre o papel»
Qual é a forma correta? «Escrever no papel» ou «escrever sobre o papel»?
Sobre os topónimos Sande, Sendim e Sinde
A pergunta é se há estudos sobre a hipótese de Sande e Sendim serem topónimos celtas?
Leigamente, parece haver indícios de serem parte do substrato. Estes são topónimos foneticamente próximos extremamente comuns nos territórios da Galécia, como Sande em Lamego, ou mesmo o vizinho de Sendim da Serra, Sendim da Ribeira. Um pouco mais a sul, encontramos Sinde em Tábua. Encontram-se desde as Beiras até ao extremo norte da península. Para Sande especificamente, é comum serem atribuídos à antroponímia (que não poderá vir ela mesma de toponímia)?
Num rápido estudo leigo; no celta insular galês, encontramos dinas para «cidade» e din para «castro» / «forte» (Pierre-Yves Lambert, La Langue gauloise). Sena é nome celta/túrdulo de Seia, mas sem sabermos significado original. Noto que no protocelta sindos seria «isto» – cf. https://en.wiktionary.org/wiki/Reconstruction:Proto-Celtic/sindos e https://en.wiktionary.org/wiki/san. Algo simploriamente, ficaria algo como "sindodin" ou "sandodin", «esta cidade».
Adicionalmente:
Diz-nos Pinho Leal, no seu Portugal Antigo e Moderno: Diccionario, «a todas as freguesias a que hoje se dá o nome de Sendim e Sindim se chamava antigamente Sandim».
Almeida Fernandes e Joseph-Maria Piel teorizam boa parte destes topónimos serem germânicos, Pinho Leal contrapõe com diferenciados arabismos e latinismos para cada localidade.
