«Cê tá maluco!» no filme O Pai Tirano (1941)
Estava eu assistindo ao filme O Pai Tirano, de 1941 [com realização de António Lopes Ribeiro], e ouvi um personagem dizer ao outro «Cê tá maluco»*.
Pensei que era só o Brasil que usava a redução.
Portugal também a usa, mas em que escala?
*Em 1:36:42 do filme.
O empréstimo chapitô
Há dias, numa notícia sobre a situação em que se encontram as companhias de circo em Portugal por causa das restrições da pandemia, "tropecei" na palavra «chapitô», como substantivo comum: «O primeiro ano dos artistas de circo fora do chapitô.»
Confesso, desconhecia por completo; nem encontrei dicionarizado a palavra como substantivo comum. Só conhecia em maiúscula, o nome da escola de circo Chapitô.
Muito agradeço o esclarecimento.
Derivação: ritmação e ritmização
Qual a forma correta: ritmação ou ritmização?
A locução «em suspenso» e «em aberto»
Napoleão Mendes de Almeida, no verbete «Em» do seu Dicionário de questões vernáculas, doutrina:
«2. É também do francês formar locuções adverbiais com a preposição em seguida de adjetivo; são espúrias locuções como “em absoluto”, “em definitivo”, “em suspenso”, “em anexo”».
Insiste, portanto, em que digamos «Deixei tudo suspenso», em vez de «Deixei tudo em suspenso».
Duas páginas depois, porém, no verbete «Em duplicado», parece aceitar não só esta expressão, como ainda a análoga «Em separado».
Ora, não consigo enxergar a diferença entre, por exemplo, «em suspenso» e «em separado»!
Acaso não temos, em ambos os casos, particípios usados como adjetivos, precedidos da mesma preposição?
Peço que me esclareçam, por gentileza, qual fundamento teria o ilustre gramático para censurar as construções do primeiro tipo, e aceitar as do segundo. Isto é, quais razões de ordem gramatical distinguiriam um caso do outro.
Desde já, o meu muito obrigado e os meus efusivos cumprimentos pelo sempre ótimo trabalho!
A palavra seguidista
Gostaria de saber se a palavra seguidista é aceita pela norma culta da língua portuguesa. Trata-se de um galicismo? Creio que esta palavra é empregada sobretudo em Portugal e não no Brasil. A minha observação está correta?
Muito obrigado.
Complemento indireto no português coloquial de Angola
Aqui em Angola, ocorre, tanto na linguagem oral como na escrita, um fenómeno linguístico que consiste em começar a frase com sujeito indeterminado e no final dela explicitar o sujeito começando com a preposição em.
Exs.:
*Lhe bateram no João.
*Vão ralhar na Mingota.
*Roubaram o teu arroz no Joaquim.
É bem provável que essas construções estejam erradas do ponto de vista normativo, mesmo assim, gostaria de saber uma possibilidade de análise sintáctica, principalmente a do sujeito iniciado por em («no João», «na Mingota», «no Joaquim»). Uma hipótese que melhor descreveria esse fenómeno, qual seria?
Muito obrigada!
A pronúncia de Soure
Gostava que me dissessem como se pronuncia o nome da vila de Soure: a) se "Soure", tal e qual como se escreve; b) ou "Sôre".
Obrigado pela atenção.
Trabalhabilidade
Gostaria de saber se a palavra "trabalhabilidade" (por exemplo, na frase "a madeira é um material com um elevado nível/potencial de trabalhabilidade") pode ser utilizada enquanto qualidade, à semelhança de "maleabilidade" ou "permeabilidade". Suponho que se trata de uma forma não dicionarizada, mas, ainda assim, gostaria de conhecer a vossa opinião relativamente à formação morfológica e sobretudo semântica deste neologismo.
Conta-cliente
Gostaria de saber se a expressão conta-cliente (e o respectivo plural) se deve ou não grafar com hífen. O contexto é marketing. Portanto, as contas que as empresas abrem internamente para os seus clientes habituais (para controlo interno) são conta(s) cliente ou conta(s)-cliente?
Obrigado.
Imprensa motociclística
Designa-se imprensa automóvel, e a referente ao motociclismo? Imprensa motociclística?
