Ordens e pedidos no infinitivo
Minha dúvida é se apenas o imperativo pode ser usado para um pedido ou se o infinitivo também.
Exemplo: «Por favor, não girar a chave duas vezes.»
Trata-se de uma opção mais formal e outra menos formal, ou, de fato, uma delas (verbo no infinitivo) está incorreta?
A construção concessivo-condicional «faça o que fizer...»
«Faça o tempo que fizer, vou dar um pequeno passeio todos os dias.»
Nesta oração concessiva, o elemento de ligação é «o tempo que» ou «que»? Porque é que usa «que» aqui e o que significa a oração concessiva?
Lapalissada / acacianismo
Sua explicação sobre a palavra "lapalissada" fez-me pensar que temos, em bom português, um termo equivalente: "acacianismo", de "acaciano".
Pela definição, dada pelo Michaelis, percebo que até as origens históricas dos dois termos têm algo em comum.
Que pensa Ciberdúvidas?
Obrigado.
Um predicativo do sujeito oracional, novamente
«Uma das grandes diferenças entre a televisão clássica e linear e esta acessível pelo digital é que a primeira era caduca e mortal e a pós-televisão é imortal.»
Tendo em vista a frase acima, objeto de [uma] consulta [anterior], gostaria de saber se é possível a classificação das orações como se segue:
«Uma das grandes diferenças entre a televisão clássica e linear e esta acessível pelo digital» – sujeito;
«que a primeira era caduca e mortal e a pós-televisão é imortal» – orações coordenadas entre si, com função de predicativo do sujeito referido acima.
Seriam orações predicativas coordenadas.
Obrigado.
A colocação do pronome átono com após
Gostaria que me esclarecessem uma dúvida se possível.
A frase «Após se ter despedido da família, o médico dirigiu-se ao hospital.» estará correta?
Ou seria correto empregar o pronome desta forma:
«Após ter-se despedido da família, o médico dirigiu-se ao hospital.»
Este tema é para mim muito difícil de assimilar, tendo em conta os inúmeros atratores de pronomes existentes cujo listado completo não encontro nas gramáticas.
Agradeço a vossa ajuda!
Almeiriga
A palavra Almeiriga surge como nome de rua, de restaurante, em Matosinhos, creio que o local mais preciso será Perafita. Qual a sua origem?
A subclasse do verbo inocular
No contexto atual da pandemia covid-19 e respetivas campanhas de vacinação, generalizou-se nos media o recurso a frases como «o ministro foi inoculado com a vacina», o que me parece abusivo (é a vacina que é inoculada e não o recetor da mesma).
Gostaria de saber a vossa opinião a este respeito.
Obrigado.
Futuro do conjuntivo
e do futuro perfeito do conjuntivo
e do futuro perfeito do conjuntivo
Gostaria de solicitar uma explicação em relação aos casos do futuro do conjuntivo e do futuro perfeito do conjuntivo, mais precisamente em que casos usamos um e outro.
No caso seguinte, parece-me que estão os dois corretos:
«Quando tiverem comprado as bicicletas, podemos dar um passeio.»
«Quando comprarem as bicicletas, podemos dar um passeio.»
Obrigada desde já.
Entender + oração completiva
Esta é uma dúvida que me surge sempre perante este tipo de construção frásica:
«Eu entendo que eles comem bem»; «eu entendo que eles comam bem.»
Qual é a construção frásica correcta, e se for o caso, quando o uso de uma ou de outra?
Desde já o meu muito obrigada.
Ato ilocutório diretivo: «Precisamos de descobrir...»
A frase «Precisamos de descobrir a gramática da bondade.», retirada de O pequeno caminho das grandes perguntas. (Porto: Quetzal, p. 77), de José Tolentino Mendonça, concretiza um ato de fala compromissivo ou diretivo?
Obrigada pela vossa atenção.
