DÚVIDAS

A pronúncia de príncipe e o uso de vós, de novo
Em primeiro lugar, desde já agradeço a resposta […]. Quanto à explicação que me foi dada, embora eu seja um ignorante nessa matéria, ela levanta-me dúvidas. Se o segundo "i" passou a "e" na fala por dissimilação e se manteve imutável na escrita, então porque é que vemos escrito "príncepe" e não "principe" em livros mais antigos, com cerca de cem anos ou até menos? Veja-se, por exemplo, o frontispício de qualquer volume da "Monarquia Lusitana". Mais explícito que isso é difícil. Não teria sido antes pelo contrário? Quanto à palavra "princesa", pode ter origem em francês, mas eu acho que seria mais lógico provir do latim, até porque é mais parecido com a forma portuguesa, mas isto já sou só eu a dar palpites, provavelmente errados. Havia um senhor que colocou há tempos uma questão acerca do uso de "vós" e de "vocês" e foi-lhe dito que ambas as formas eram correctas embora a segunda estivesse hoje mais vulgarizada. Eu não concordo e parece-me que qualquer pessoa que tenha alguns conhecimentos de gramática facilmente verificará que o uso de "vós" é o modo correcto porque o emprego de "você" e "vocês" constitui em si mesmo uma incoerência pelo facto de no singular se usar de modo formal e no plural de modo informal, isto sem falar no facto do uso de "vocês" implicar uma tremenda confusão de tempos e modos verbais. Assim sendo, gostaria que me forre explicado, se possível, qual a origem deste emprego e porque é que se diz que é tão correcto quanto o de "vós", embora eu não concorde. […]
Alfabetização
Tenho uma sobrinha com 13 anos de idade que cursa a oitava série. Minha sobrinha é criativa, porém percebo que comete gravíssimos erros de grafia, troca com frequência s por c, s por z. Acredito que possam ter ocorrido problemas na alfabetização. Gostaria de que me indicassem a melhor maneira de ajudá-la. Temos como reverter este problema? Já informei a professora de português (me admira muito que ela não perceba) e no entanto ela diz que é próprio da idade. Será isso real? Tenho receio de que o tempo apenas agrave o problema. Espero sinceramente que os senhores possam orientar-me. Serei eternamente grata.
Várias questões
Qual a alternativa cujo período, ao ser reescrito, «não» está em conformidade com as prescrições da gramática tradicional? a) Na abastança é impossível compreender as lutas da miséria. Na abastança é impossível que se compreendam as lutas da miséria. b) É mais difícil ter um bom espírito todos os dias do que dizer coisas bonitas de vez em quando. É mais difícil que se tenha um bom espírito todos os dias do que dizer coisas bonitas de vez em quando. c) Não convém julgar as pessoas pelas aparências. Não convém que se julguem as pessoas pelas aparências. d) É impossível amar uma segunda vez o que deixamos de amar. É impossível que amemos uma segunda vez o que deixamos de amar. e) Deus gastou seis dias para fazer as belezas do mundo e repousou no sétimo. Deus gastou seis dias para que se fizessem as belezas do mundo e repousou no sétimo.
ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de LisboaISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa