"Calão compulsivo"
Em entrevista concedida ao Fernando Tordo, no CNL, Herman José referiu-se ao uso compulsivo e repetitivo do calão, utilizando uma designação específica. Acrescentou ainda o carácter crescente, em termos de falta de elegância e educação, dos termos que vão sendo sucessivamente proferidos.
Existe mesmo esta palavra? Não me pareceu que ele estivesse a inventar ou a fazer humor.
Obrigada.
Metáforas para fenómenos naturais e acidentes geográficos
Aludindo à crista espumosa das ondas, alguém dizia tratar-se de "cavalinhos". Temos igualmente o exemplo dos lendários "cavalos de Fão", tratando-se, neste caso, aglomerações rochosas existentes na zona do Ofir, Esposende. Há também o caso das rochas antropomórficas.
A questão é a seguinte: quer em relação aos cavalinhos das ondas, quer relativamente aos "cavalos de Fão", de que figura(s) de estilo estamos a falar? Simples metáforas, animismos, catacrese ?
Análise sintática da frase
«A erupção do Monte Vesúvio, no ano de 79, deixou a cidade em cinzas.»
«A erupção do Monte Vesúvio, no ano de 79, deixou a cidade em cinzas.»
Na frase «A erupção do Monte Vesúvio, no ano de 79, deixou a cidade em cinzas.», qual a função sintática de «em cinzas»?
Complemento oblíquo, predicativo do complemento direto, modificador?
Muito obrigada.
O pretérito perfeito do indicativo
Só tenho visto conteúdos em que se diz que o pretérito perfeito só é usado para ações terminadas no passado e que não tem relação com o presente, isto é, pretérito absoluto.
Mas, às vezes, sinto que possui parcialmente o valor do present perfect do inglês. Por exemplo, em «Maria, a maçã caiu ao chão», o verbo cair pode nos mostrar que a maçã ainda está caída ou que ela já foi removida do chão.
A ambiguidade é resolvida pelo contexto, é claro. Mas em alguns casos, não se dá para perceber muito bem. Existe alguma expressão para se referir a esse aspecto que envolve a língua portuguesa?
Outro exemplo: «Claro! Ela roubou o meu carro.» Pode ter dois significados: «que o meu carro está com ela»; e «que o meu carro tinha sido roubado por ela, mas o recuperei».
A interjeição agarra!
Numa troca de ideias surgiram opiniões diferentes quanto à palavra agarra na expressão «agarra, que é ladrão!». Pode, ou não, ser considerada uma interjeição neste contexto?
Obrigada.
Omanenses / omanis / omanianos
Como são chamados os naturais de Omã?
Coordenou / coordenara
No seguinte período do obituário de António Houaiss, que o Ciberdúvidas transcreveu do diário português Público, o emprego de uma forma verbal faz-me hesitar.
Cito: «Foi sepultado ontem (8/3/99), no Mausoléu da Academia Brasileira de Letras, no Rio de Janeiro, o filólogo António Houaiss, que coordenou, no Brasil, as negociações que geraram a polémica proposta de acordo de unificação ortográfica da língua portuguesa.»
Não seria melhor se empregássemos o pretérito mais-que-perfeito (coordenara, em vez de coordenou)? Como está, em idêntico registo de tempo, António Houaiss foi sujeito de duas acções que, na realidade, se verificaram, e tinham de verificar, em dois períodos distintos: a coordenação das negociações e a sua própria morte.
Agradeço o esclarecimento.
O verbo afirmar + oração de infinitivo
Relativamente à concordância do sujeito com a forma verbal, tenho algumas dúvidas.
Na frase «Eles afirmam serem professores de informática», o verbo ser concorda ou não?
«Eles afirmam ser professores de informática.»
Gostaria que me explicassem em que casos se aplica essa regra.
Obrigada!
A origem do apelido Sivas
Gostaria de saber a origem do apelido Sivas.
Obrigada.
Variantes da locução «pôr em dia»
É errado dizer «vou meter estes filmes em dia» ou «vou meter a leitura em dia»?
Ou apenas é mais correcto utilizar palavras como pôr/colocar em vez de meter?
Obrigada
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