DÚVIDAS

Tunesinos, silvenses, paredenses, etc.
De acordo com o ... Acordo Ortográfico, tal como chamamos aos naturais de Sines sinienses e aos de Torres torrienses (e por motivo outro – origem romana – atenienses aos de Atenas) deveríamos dizer tunienses (Tunes, Algarve), silvienses (Silves), paredienses (Paredes) – que não paredenses (da Parede), fanzerienses (Fânzeres), montienses (Montes) (em vez de tunenses, silvenses, paredenses, fanzerenses e montenses, quiçá por analogia com a formação correcta – julgo eu – em vaguenses de Vagos, fraguenses de Fragas, avisenses de Avis, viseenses de Viseu e salreenses de Salreu)? Grato pela ajuda que possam dar-nos. Parabéns e augúrios de longa vida na excelente ciberdefesa da nossa Língua que vêm praticando.
A coocorrência das duas formas de mais-que-perfeito (simples e composto)
Há alguma tendência para considerar o mais-que-perfeito simples «mais passado» do que o mais-que-perfeito composto ou vice-versa? Por exemplo: «O Manuel foi dar uma volta de automóvel; antes disso, tinha lavado o carro; ainda antes, estivera a pensar no que havia de fazer» ou «O Manuel foi dar uma volta de automóvel; antes disso, lavara o carro; ainda antes, tinha estado a pensar no que havia de fazer»? Obrigado.
O verbo ser na expressão das horas
Recentemente, eu li uma definição que mexeu comigo. Aprendi a minha vida toda que um verbo de ligação mais um predicativo automaticamente pedem um sujeito (assim está na gramática de Pasquale e Ulisses). Porém... o mundo não é feito apenas de 'coisas' boas e fáceis! Celso Cunha e Lindley Cintra usaram uma definição que vai totalmente de encontro ao meu aprendizado: «Nas orações impessoais o verbo ser concorda em número e pessoa com o predicativo.» Repararam? Oração sem sujeito+verbo de ligação+predicativo. Ou seja, na frase «são 14 horas», eu tenho um predicativo sem sujeito? Obs.: Luft também coloca predicativos sem sujeito em seu Dicionário Prático de Regência Verbal. Desde já agradeço a enorme atenção que sempre tiveram com «curiosos da Língua Portuguesa».
Pronomes pessoais, demonstrativos e possessivos no 1.º ciclo
No excerto abaixo: «Aquela não era uma máquina qualquer. Mariana escreveu nela os seus primeiros contos e esses tempos foram felizes para a máquina. – Eu tenho saudades tuas. – disse a velha máquina à Mariana.» No exercício solicita-se a identificação, entre as palavras assinaladas (aquela, seus, esses, eu e tuas), dos pronomes pessoais, demonstrativos e possessivos. A "rasteira" é que algumas das palavras não são pronomes, mas sim determinantes. Gostava de compreender melhor a distinção entre estas duas classes gramaticais, de uma maneira que possa ensinar a uma criança de nove anos que se debate com este tipo de exercícios.
Um caso de catáfora num exame de Português
Gostaria de saber em que medida a expressão seguinte configura uma catáfora. O exercício, de um exame de português de 12.º ano, diz assim: «O recurso à expressão "tudo o que Fernando Pessoa não pode ser" configura uma... Catáfora, reiteração, anáfora ou elipse. (Escolha múltipla)» As soluções indicam «catáfora». Contexto: «(...) a verdade é que é de Caeiro que irradia toda a heteronímia pessoana, pois ele é tudo o que Fernando Pessoa não pode ser: uno porque infinitamente múltiplo, o argonauta das sensações, o sol do universo pessoano.» Neste caso «ele» é o correferente, e «tudo o que o Fernando Pessoa não pode ser», o referente, uma vez que na catáfora o correferente aparece antes do referente? Gostaria que me elucidassem, pois fiquei confusa. Obrigada.
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