Labov e a agramaticalidade do discurso oral
Por que se considera o discurso oral agramatical? Labov argumenta que a agramaticalidade do discurso oral é apenas superficial, gostaria que me explicassem essa posição e a diferença com outras posições que consideram o discurso oral agramatical.
Terminologia dos tempos e modos verbais
Estive a consultar a Terminologia Linguística para o Ensino Básico e Secundário disponibilizada pelo D.E.S., mas não consegui encontrar a terminologia respeitante a tempos e modos verbais. Solicito-vos a indicação dos itens a seguir para encontrar esse tema. Obrigado pela atenção dispensada.
O neologismo florigrafia
A Enciclopédia Encarta diz que florigraphy é «... a language of flowers...».
Gostaria de saber se existe tradução para a palavra florigraphy.
Muito obrigada.
Análise sintáctica de «Enganaste-me!»
Queria [por favor] a análise sintáctica da seguinte frase:
«— Enganaste-me!»
Esto?
Estou a transcrever um texto do século XVII (1621), um arrendamento de um moinho de água salgada (moinho de maré) por 3 anos. O rendeiro tem de pagar um foro ao senhorio (19 alqueires de trigo) sendo o pagamento feito quinzenalmente, contando "em cada um dos ditos 3 anos 24 *estos* cumpridos e acabados". Mais adiante escreve-se "na qual quantia se vão montar os ditos 19 alqueires de pão cada *esto* de 15 dias".
A mesma palavra aparece noutro arrendamento de moinho, no mesmo contexto, mas em outro tabelião e em 1646, aparentemente com o significado de *mês*: "pagar de renda do dito moinho 13 alqueires de trigo da terra cada *esto*, os quais ele será obrigado a lhe pagar aos meses".
É a primeira vez que encontro este termo e embora tenha quase certeza de ter a leitura correcta, pode ser uma corruptela de outra palavra.
Alguma sugestão?
A locução adverbial «de sempre» como deítico temporal
Na frase «Esse é o livro mais lido de sempre», a expressão «de sempre» é um deítico temporal?
Agradeço a orientação.
«Mandar buscar» e «mandar construir» na voz passiva
Com vista à corroboração da conformidade de frases passivas que integrem o verbo mandar com a norma-padrão, proponho a análise sintática de um período de um romance coetâneo, As Viúvas de Dom Rufia, de Carlos de Campaniço: «Uma cadeira foi mandada buscar para a prima Joaquina, (...)».
Por norma, quase todos os verbos transitivos diretos permitem uma formulação ativa e passiva. Contudo, estou em crer que, a despeito da elaboração romanesca, estejamos, provavelmente, perante uma inapropriada identificação, ensaiada pelo narrador, do complemento direto, como se este correspondesse a «cadeira», no lugar de uma oração subordinada substantiva completiva não finita, conforme pode ser ilustrado por uma construção ativa da mesma frase «Ela mandou ir buscar uma cadeira», em que «ir buscar uma cadeira» desempenha a função sintática de complemento direto, podendo ser substituído por isso ou, eventualmente, permutada por uma conjunção subordinativa completiva, procedendo-se, então, às alterações necessárias. Não obstante, não tenho a certeza de que estas cogitações da minha parte sejam completamente consentâneas, pelo que peço o vosso parecer.
Obrigado.
A ortografia e etimologia do nome poesia
Gostaria de saber por que a palavra poesia deve ser grafada com s e não com z.
Obrigado.
A regência de interpelação
Qual das seguintes formas está correta?
«Após a minha interpelação DOS alunos», ou «após a minha interpelação AOS alunos»?
Obrigado.
Divisão e classificação de orações
Devido a não concordar com as soluções de um manual de Língua Portuguesa do 9.º ano de escolaridade, peço-vos o favor de me esclarecerem sobre a divisão e classificação das seguintes orações: a) «Ali se acharam juntos[...]/Os que habitam o Arcturo congelado/E os que o Austro tem.» b) «Assi recebem junto e dão feridas,/Como a quem já não dói perder as vidas.» c) «Tão temerosa vinha e carregada,/Que pôs no coração um grande medo.» Grato pela atenção dispensada, envio os meus melhores cumprimentos.
