DÚVIDAS

Ioga
Sou professora de Yoga aqui no Rio de Janeiro. Gostaria de um esclarecimento. Quando a palavra é escrita com Y, como a palavra Yoga que é derivada do sânscrito (com ô fechado), e queremos escrevê-la em um documento em português, documento para a Unificação dos Currículos de Yoga, elaborado por uma Comissão indicada por uma Confederação Nacional de Yoga do Brasil (CONYB), devemos por regra escrevê-la com i (como no dicionário - ioga) ou podemos escrevê-la com Y, da transliteração em sânscrito? Esta é uma dúvida da Comissão Organizadora da CONYB e que agradeceríamos por sua atenção em nos responder. Um abraço e obrigada.
Oração completiva não finita seleccionada por obrigar
Bem sei que já trataram o tema à saciedade, mas gostaria de lhes colocar uma questão acerca do infinitivo. A frase em causa é a seguinte: «Não se vislumbram medidas que obriguem os alunos a estudar.» A minha dúvida é a seguinte: é correcto (e obrigatório) o uso do infinitivo impessoal neste caso?; se o é, o motivo é ser 'obrigar a' uma perifrástica? Foi o que me foi dito (pensava que 'obrigar' era 'apenas' verbo transitivo...) para justificar a obrigatoriedade do uso do infinitivo não flexionado. Deixava apenas uma dúvida mais: não se aplica aqui a regra do uso do infinitivo flexionado por haver dois sujeitos diferentes? Se não, seria possível explicarem-me o motivo? Estimados mestres e amigos em idioma, tirem-me deste embrulho! Renovo os votos de parabéns pelo serviço prestado e pelo saber honesto e generoso que evidenciam a cada passo.
O verbo destrocar II
Encontramos a resposta a esta questão («Trocar ou destrocar?») aqui no Ciberdúvidas, que não deixa qualquer dúvida. No entanto, há o caso de pedirmos a alguém para trocar moedas pequenas, trocos, por uma nota. Os trocos deixam de o ser. Neste caso é aceitável, ou melhor, é correto usar a expressão «Destroca-me estas moedas?»? E já agora (se possível questionar num mesmo post), a repetição daqueles pontos de interrogação acima é aceitável?
A sintaxe de alcançar, de novo
Eu tinha de fazer essa pergunta a vocês antes, porém não me foi possível, então faço a vocês agora. A consultora Carla Marques respondeu a um consulente a respeito do verbo alcançar, presente na obra de Machado de Assis O Alienista. Confesso que, depois da explicação dela, fiquei confuso, pois não consegui compreender a construção em outras situações: «[…] não podendo el-rei alcançar dele que ficasse em Coimbra, [… ]» (Machado de Assis, O Alienista) Leve em consideração a seguinte exposição: 1.º Se se trata do verbo alcançar como transitivo direto e indireto (conforme foi apontado por Carla Marques), por que o pronome dele parece exercer a função de sujeito de «ficasse em Coimbra», quando na verdade tal exerce função de objeto indireto? Assim sendo, é como se a frase pudesse ser estruturada do seguinte modo: «… não podendo el-rei alcançar de que ele ficasse em Coimbra…». 2.º Se eu estiver errado a respeito da observação do pronome como sujeito, então seriam permitidas as construções do tipo: «… não podendo el-rei alcançar de mim/ti que ficasse/ficasses em Coimbra…» 3.º Mas, se eu estiver certo na minha observação do referido pronome como sujeito, então permitidas seriam tais construções: «… não podendo el-rei alcançar de eu/tu que ficasse/ficasses em Coimbra…» Ou: «… não podendo el-rei alcançar de que eu/tu ficasse/ficasses em Coimbra…»? Se sim, por quê? 4.º A frase de Machado de Assis poderia escrever-se no modo reduzido assim: «… não podendo el-rei alcançar de ele que ter ficado em Coimbra…»? 5.º Seria correto substituir o verbo alcançar pelos verbos conseguir e obter (já que o dicionário Aurélio as apresenta como sinônimas) na frase original de Machado de Assis: «… não podendo el-rei conseguir/obter dele que ficasse em Coimbra…»? Desculpem-me por minha exposição ser tão extensa. Desde já, meu muitíssimo obrigado.
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