«O cultivo do ópio voltou a disparar-se»
Agradecia que me esclarecesse donde provém a conjugação do verbo "disparar-se" na seguinte frase: «O cultivo do ópio voltou a disparar-se». Na definição do verbo disparar inexiste qualquer indicação da possibilidade de uma conjugação reflexiva deste verbo, como a seguir se transcreve (Dicionário Universal): v. tr., fazer fogo, dar um tiro ou tiros; arrojar; atirar; arremessar; desfechar; descarregar; fig., dirigir insultos, ameaças; v. int., desfechar, dar em resultado; Brasil, tresmalhar-se (o gado); partir apressadamente, à desfilada (o cavalo). Quererá isto dizer que sempre que um verbo possa ser transitivo (conforme a definição nos dicionários) é permitida a conjugação reflexiva ou com o sujeito indefinido, colocando-se o pronome "-se"?
«Creme de pasteleiro»
Gosto muito do "visual" do novo sítio.Gostaria de saber se o termo culinário «creme pasteleiro» deverá ser «creme de pasteleiro». Vi em vários livros de cozinha, mas aparece das duas formas. Muito obrigada.
A grafia do uso adjetival de bem em «meninos bem»
Na frase «Esta universidade é só para os meninos-bem.», o hífen faz sentido ou deve ser eliminado? Devemos escrever «menino bem» ou «menino-bem»?
Obrigado.
Predicado e complemento direto
Tenho uma dúvida que há muito tempo me incomoda. Tudo que desejo entender é se locução verbal possui algum complemento, seja objeto direto ou indireto. Como nesse exemplo bastante simples: «Eles estão procurando emprego». A palavra «emprego» seria considerada objeto direto da locução?
O regionalismo quantal
Sou natural de Santa Maria da Feira e sempre utilizei a palavra "quantal", que exprime a ideia de «daqui a pouco», mas unicamente em situações hipotéticas, ou para efeitos de exageração, como no exemplo: «Dá de comer ao cão, que quantal o bicho morre-me de fome.» Gostaria de saber se este é uma palavra típica do Norte de Portugal e qual a forma correta de a escrever, no caso de haver uma: talvez se escreva "cantal".
O uso de apóstrofo nos apelidos
Necessito de um esclarecimento relativamente ao uso de apóstrofo num dos meus apelidos. O meu nome completo é Marco Paulo de Oliveira Monteiro, no entanto, com o passar do tempo já me habituei a escrever "D'Oliveira" em vez de «de Oliveira». Como sei que o uso de apóstrofos por norma aplica-se quando existe seguimento de duas vogais (como é o caso), pergunto se no entanto será válido fazê-lo com o meu apelido, uma vez que difere do registo constante na conservatória.
Grato pela atenção.
"Factoring"
O Código Civil português define no seu capítulo IV, secção I, o enquadramento jurídico da cessão de créditos no nosso país. No entanto, o diploma que regulamenta a actividade de "factoring" como sendo uma cessão de créditos (DL n.º 171/95 de 18 Julho), refere-se-lhe como sendo uma «cessão financeira» ou «actividade de factoring» e utilizando aleatoreamente as expressões «cessionário» ou «factor». Paralelamente, toda a regulamentação do Banco de Portugal instituiu claramente a palavra factoring e esta é também a expressão usada pelos profissionais do factoring. Será correcta a utilização da palavra «factoring» ou deveria usar-se a expressão «cessão financeira»?
Pituaçu, andu
Qual é o correto: pituaçú, andú ou pituaçu, andu? Obrigado.
Ainda o uso do gerúndio
Gostaria de saber se em português é correcto o gerúndio substituir um pronome relativo. É possível dizer «Pegou fogo ao armazém, provocando um grande alvoroço» significando «Pegou fogo ao armazém, o que provocou um grande alvoroço»?
Vi algumas respostas suas acerca do gerúndio, mas não encontrei exactamente o que procurava.
Obrigado.
Em/no Recife, de novo
Sinto-me obrigado a responder a pergunta feita por consulente brasileiro Fernando Colletti Morgado sobre o uso do artigo com o topônimo Recife. Os recifences dizem no Recife. Os outros brasileiros dizem em Recife. É interessante reparar que a maioria dos recifenses pronuncia(m) Recife como [ricífi] e não como [rêcífi]. Caso estejam interessados em conhecer as frases e os vocábulos típicos de Pernambuco, não percam o 'Minidicionário de pernambuquês' escrito pelo olindense Bertrando Bernardino. Obrigado.
