Indagar, etc.
Ultimamente, ouve-se com frequência crescente a utilização das partículas à frente de verbos como indagar, averiguar, saber, aferir, perguntar, em expressões como «É preciso aferir da seriedade das afirmações proferidas», «Para averiguar do seu grau de pureza», «Indagar das suas intenções», etc.
Não seria mais correcto dizer-se, por exemplo, «indagar as suas intenções» ou «indagar acerca das suas intenções» ou ainda «indagar sobre as suas intenções»?
Ou o que está aqui em causa é apenas a omissão do «acerca» que permanece subentendido na frase?
A análise da frase «Foi difícil para mim conseguir o emprego».
Queria uma explicação a respeito desta frase: «Foi difícil para mim conseguir o emprego».
Duas orações explicativas
«Anda por retos caminhos, que assim vais plasmar tua integridade e a virtude será teu brasão.»
No período acima, a oração «e a virtude será teu brasão» é uma oração coordenada aditiva, já que se liga pela conjunção e com a oração anterior; ou é uma oração coordenada explicativa, como a oração anterior, coordenada com esta, mas mantendo sua condição de oração explicativa?
Agradeço desde já.
A origem dos nomes Liliana, Micaela, Leonardo, Beto e Escelsa
Gostaria de saber a origem dos seguintes nomes próprios: Liliana; Carla; Micaela; Leonardo; Beto, João e Escelsa. Desde já agradeço a vossa atenção! Aguardo resposta.
«Pedi-mos»
Numa conversa entre colegas, surgiu a seguinte questão: existe a forma verbal "pedi-mos"? Não me refiro à primeira pessoa do plural do presente do indicativo (pedimos) mas ao imperativo afirmativo reflexo. Não é uma utilização corrente, mas se sugerirmos a alguém (que tratamos respeitosamente por vós) que nos peça algo (plural em número), não seria possível utilizar esta forma? Por exemplo:
«Quereis que vos entregue os livros? Pedi-mos.»
Será absurdo?
Agradeço desde já a atenção.
Um caso de hipálage na poesia de Álvaro de Campos
Pode considerar-se que se encontra uma hipálage no seguinte verso de Álvaro de Campos: «Trago o meu tédio e a minha falência fisicamente no pesar-me mais a mala...»?
Grato.
De você / para você
O predicativo do sujeito é um complemento verbal? Observando algumas perguntas anteriores, olhei uma questão de uma mulher que perguntava a classificação sintática da expressão: falei de você / falei para você em que as expressões a cheio foram classificadas como complementos verbais. Não seriam adjuntos adverbiais?
Inumerismo ‘vs.’ inumeracia
Na sequência das perguntas de outros consulentes sobre os conceitos de “analfabetismo”, “iliteracia” e “iletrismo”, dirijo-me ao Ciberdúvidas da Língua Portuguesa, a fim de solicitar aos vossos colaboradores um parecer sobre o melhor modo de traduzir para português o vocábulo inglês “innumeracy” (o qual, noto de passagem, já ganhou carta de alforria na Internet com o surgimento de uma página que lhe é especificamente dedicada: http://www.innumeracy.com). À guisa de intróito, permito-me salientar que encontrei o termo “inumerismo”, quer no Dicionário da Academia, quer nos títulos das traduções dos ensaios de John Allen Paulos, Inumerismo: o Analfabetismo Matemático e as suas Consequências, trad. Raul Sousa Machado, Mem Martins, Europa-América, 1991, e O Circo da Matemática: para além do Inumerismo, trad. Carlos Fernandes e Florbela Fernandes, Mem Martins, Europa-América, 1993. Não parece, todavia, que o termo tenha colhido o favor da generalidade dos falantes (mesmo, ou sobretudo, cultos) do português europeu. Será a expressão do subtítulo do primeiro ensaio, “analfabetismo matemático”, a (melhor) alternativa? Ou deverá preferir se o vocábulo “inumeracia”, formado por decalque do inglês e por analogia com “iliteracia” (ao qual, aliás, prefiro “analfabetismo”), que já foi título de uma crónica de José Manuel Fernandes, no Público de 4 de Agosto de 2001, e de uma diatribe de Nuno Júdice, no número de O Independente a que se alude nesta página da Internet? Desde já, o meu muito obrigado.
A análise sintáctica de «Mete a chave num saco bastante coçado»
Gostaria de saber a análise sintáctica da seguinte frase, retirada de um texto de António Mota: «Mete a chave num saco bastante coçado.»
Grata pela atenção.
Morrer
Penso que há verbos que apesar de se poderem conjugar dadas as suas formas verbais é incorrecto serem usadas... Assim gostaria de saber se o verbo morrer pode ser conjugado em todas as pessoas, nomeadamente no presente do indicativo.
Eu morri (sem pensar na vertente poética que, por vezes, comete erros propositados para obter uma leitura mais complexa, etc.).
Pode este verbo ser usado em todas as conjugações?
