«Inquérito sobre» e «inquérito à»
«Inquérito sobre», ou «inquérito à»?
Qual é a opção correcta?
«Inquérito sobre qualidade de vida.»
«Inquérito à qualidade de vida.»
«Todas as vezes (em) que canto, desencanto»
«Todas as vezes (em) que canto, desencanto.» «Todas as vezes em que canto, desencanto.» Nesta frase, é correcto antepor ao pronome relativo "que" a preposição "em"?
"AZ'oras" (= as horas, na oralidade)
Sendo jornalista radiofónico, a oralidade é uma preocupação constante. Como dirijo uma rádio de formação, com pessoas de todos os pontos do País, surgem-nos regionalismos que, por vezes, nos soam estranho. Querendo manter o que considero ser uma das grandes riquezas da nossa língua, mas tendo a preocupação da sua defesa, gostaria que me tirassem uma dúvida. Oralmente é muito vulgar a junção de palavras. No caso de «As horas» dizer «AJ'oras"» é errado? Deverá ser «AZ'oras»? Há muitas palavras onde esta questão se põe, e fomos, inclusive, questionados por ouvintes nesta questão.
Obrigado.
Caboclo
Sou doutor em Antropologia e estou trabalhando em Paris. Gostaria de saber o histórico da palavra caboclo. Procuro um dicionário histórico da língua, mas não consigo encontrar o termo. Obrigado.
Pronominalização de nomes próprios
Gostaria de saber se é possível a pronominalização dos nomes, em caso de omissão de artigos.
Exemplo:
«Armando Guebusa terminou a sessão; vimo-lo a sair...»
— repare-se que há omissão do artigo, pelo que, dum ponto de vista rigoroso, no meu parecer, a frase seria «vimos a ele» (situação agramatical); para isto, há um argumento mais forte na vossa resposta Amar a Deus, Ver a Deus, etc. No entanto, neste caso, pronominalizando os termos, ficaria sendo agramatical — «Amar-Lhe», «Ver-Lhe»; e visto também que o nome Deus, entre outros, dá lugar à omissão do artigo.
O facto associa-se, ainda, aos nomes das entidades, figuras, estadistas (o caso que me referi acima – Armando Guebuza), quando estes são mencionados em situações que exigem certa formalidade.
No entanto, algumas prominalizações:
1. «O avião chegou; eu vi-o a aterrar.»
2. «Deus ama os homens; amem-nos também.»
3. «Moisés falou com Deus; se provável, ele vi-O.» — É correcto?
Sem querer causar algumas confusões, a pergunta é, portanto: como ocorre a pronominalização dos nomes sem artigos?
Muito agradeço a atenção; e bom trabalho!
A transcrição fonétca de matéria e antimatéria
Gostaria de saber qual a transcrição fonética das palavras matéria e antimatéria.
O significado da palavra alternidade
Eu gostaria de perguntar se a palavra alternidade existe ou se apenas devemos usar o vocábulo alternância.
Obrigada!
Expulsão ‘vs.’ extradição
Gostaria que me esclarecessem sobre a diferença entre «expulsão» e «extradição» de um cidadão de um determinado território ou Estado.
Obrigada, e continuação de bom trabalho.
Extinto e falecido
Sei perfeitamente que extinto tem também a acepção de «morto», mas dizer que «... o extinto tinha 67 anos...» não me parece de bom-tom atendendo a que existem outros vocábulos mais indicados.
A minha pergunta é simples, é indicado utilizar o vocábulo extinto quando se fala de uma pessoa que faleceu?
Muito obrigado.
Morrer
Penso que há verbos que apesar de se poderem conjugar dadas as suas formas verbais é incorrecto serem usadas... Assim gostaria de saber se o verbo morrer pode ser conjugado em todas as pessoas, nomeadamente no presente do indicativo.
Eu morri (sem pensar na vertente poética que, por vezes, comete erros propositados para obter uma leitura mais complexa, etc.).
Pode este verbo ser usado em todas as conjugações?
