DÚVIDAS

Sobre faca, naifa e palavras-tabu em inglês
Gostaria de saber se já foi explorada a possibilidade de "faca" e a palavra inglesa "fuck" terem uma origem comum. Atente-se às análises etimológicas de "fuck", como, por exemplo, esta na Wikipédia, idêntica a tantas outras: «A possible etymology is suggested by the fact that the Common Germanic fuk-, by an application of Grimm's law, would have as its most likely Indo-European ancestor *pug-, which appears in Latin and Greek words meaning "fight" and "fist". In early Common Germanic the word was likely used at first as a slang or euphemistic replacement for an older word for "intercourse", and then became the usual word for "intercourse". Then, fuck has cognates in other Germanic languages, such as Middle Dutch fokken (to thrust, copulate, or to breed), dialectical Norwegian fukka (to copulate), and dialectical Swedish focka (to strike, copulate) and fock (penis). A very similar set of Latin words that have not yet been related to these are those for hearth or fire, "focus/focum" (with a short o), fiery, "focilis", Latin and Italian for hearthly/hearthling, "foc[c]ia/focac[c]ia", and fire, "focca", and the Italian for bonfire, "focere". But these words came from New Latin, centuries after Middle Dutch.» 1 1 «Uma possível etimologia é sugerida pelo fa(c)to de o germânico comum “fuk-“, por uma aplicação da Lei de Grimm, ter tido como antepassado indo-europeu mais antigo +’pug-‘, que aparece em palavras latinas e gregas a significar «luta» e «punho». No germânico comum antigo a palavra foi provavelmente usada inicialmente como calão ou como um eufemismo para uma palavra anterior para «relações sexuais» e tornou-se depois a palavra corrente para «relações sexuais». Deste modo, “fuck” tem cognatos noutras línguas germânicas, tais como o neerlandês médio “fokken” («espetar, copular, procriar»), norueguês dialectal “fukka” («copular») e sueco dialectal “focka” («tocar, copular») e “fock” («pénis»). Um conjunto muito semelhante de palavras latinas que ainda não foram relacionadas com estas são as relativas a lareira ou fogo, “focus/focum” (com o breve), «ardente», “focilis”, em latim e italiano para »
Grau de doutora, mais uma vez
Sou funcionária numa instituição universitária e, como soube que, de acordo com o Ciberdúvidas, o correcto para as mulheres não é o grau de doutor, mas o de doutora, comuniquei isso a um colega que não tinha a certeza como se dizia em relação a uma doutorada. O resultado não foi o melhor, porquanto um membro do Conselho Directivo, cuja formação não é linguística, mas que telefonou a um professor da especialidade, disse que grau de doutora não passava de um disparate, porque grau é masculino. O meu colega ainda argumentou que cargo também é masculino e, apesar disso, temos o cargo de ministra, mas foi reiterado o epíteto de disparate (para cargo de ministra) e dada indicação para proceder em conformidade. Assim, escreveu que determinada senhora obteve o grau de doutor. Não sei se o argumento de que doutor concorda com grau foi dado pelo professor de linguística ao membro do Conselho Directivo ou se foi este que o inventou, pois o meu colega não quis falar mais no assunto. Seja como for, o que eu pergunto é se o referido argumento tem razão de ser.
Tempos verbais numa oração subordinada substantiva («foi pena que»)
Queria perguntar se todas as frases abaixo mencionadas são corretas e qual é a diferença entre elas: 1) «Foi pena que os teus irmãos não pudessem vir ontem à festa.» 2) «Foi pena que os teus irmãos não tenham podido vir ontem à festa.» 3) «Foi pena que os teus irmãos não tivessem podido vir ontem à festa.» Muito obrigada de antemão pela resposta!
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