A regência da palavra fracasso
Gostaria de saber a correta regência nominal da palavra fracasso:
«... em virtude do fracasso do Estado de corrigir as mazelas...»
Grato.
Doença venérea = doença sexualmente transmitida
Desde o meu tempo de menino, as doenças transmitidas pelos contatos sexuais sempre se chamaram doenças venéreas (ou doenças do mundo). De uns tempos para cá, venho notando que a designação doenças venéreas foi quase que completamente substituída pelo pomposo circunlóquio «doenças sexualmente transmissíveis». A que se deve tal delírio lingüístico?
Muito grato.
«Espécie em vias de extinção»
O certo é dizer «Espécie em vias de extinção», ou «espécie em via de extinção»?
A tradução da expressão inglesa «toing and froing»
Qual a tradução para a expressão inglesa «toing and froing» ou «to-ing and fro-ing»? No contexto no qual me deparei com a expressão, ela é usada para significar algo como o processo mental de hesitar/duvidar/estar numa indecisão ou impasse entre ideias.
Tenho procurado uma expressão portuguesa com o mesmo sentido, mas sem sucesso, e não queria explicar a expressão na sua tradução para português. O mais perto que me ocorreu foi a expressão «andar e desandar», mas esta não me parece bem quando aplicada a ideias.
Uso de sacar com regência
«Tebaldo – Como! Sacas da espada contra uns pobres corçozinhos sem força? Aqui, Benvólio! Vem encarar a morte!» (SHAKESPEARE, W. Romeu e Julieta e Tito Andronico. trad. de Carlos Alberto Nunes. 14.ª ed. Rio de Janeiro: Ediouro, 1998, p. 21. ISBN 85-0040978-9).
Encontrei esta construção – o verbo sacar + a contração da – durante a leitura da edição acima referenciada, mais de uma vez, tanto na primeira quanto na segunda obra shakespeariana.
Minha intuição aceita o seu uso, mutatis mutandis, com o verbo no infinitivo, tal como em «O sacar da espada contra uns pobres corçozinhos sem força», ou mesmo com o substantivo saque", a saber: «O saque da espada contra uns pobres corçozinhos sem força.»
Entretanto, o seu uso como no excerto acima citado me causa estranheza, porque para se sacar da espada seria necessário se sacar algo dela, e não a própria espada. Portanto, eu gostaria que me explicassem – não para desafiar o saudoso tradutor Carlos Alberto Nunes, mas para aprender – se está correta essa construção e porquê.
Desde já, sou-vos muitíssimo grato.
“Flotador” = flutuador
Estaria agradecida se pudessem dizer-me como se diz em Portugal a palavra "flotador" (em espanhol), que significa aquela bóia para que as crianças brinquem na água.
É para uma tradução.
Desde já, muito agradecida.
Baixar ou descer?
O uso da forma verbal “baixar”, nas seguintes frases, é considerado incorrecto? a) Baixas ou sobes? (no elevador) b) Espera um momento. Já baixo. (num intercomunicador) Agradeço, desde já, as explicações que me possam dar a respeito.
Divisão silábica, mais uma vez
Como se separam as palavras paul, pauis, saudade, saui, sauiá.
Àquele, sílaba tónica
Gostaria de saber se àquele é uma palavra grave ou esdrúxula. Obrigada.
«De mármore de Carrara»: predicativo do sujeito
«Aquela mesa é de mármore de Carrara». «De mármore de Carrara» é predicativo, ou adjunto adverbial de matéria? Porquê? Obrigado.
