A regência de «dar uma olhada»
O que está correto: «Dar uma olhada em algo» (ex.: «Deu uma olhada nos meninos»), ou «Dar uma olhada para algo» (ex.: «Deu uma olhada para os meninos»)?
«Em minha opinião» = «na minha opinião»
Gostaria que me esclarecessem se está igualmente correto escrever «em minha opinião» ou «na minha opinião» em posição inicial na frase.
Áudio e vídeo
A trabalhar há vários anos no sector da electrónica, apercebi-me que já existem em alguns dicionários as palavras (estrangeirismos ou neologismos?) áudio e vídeo. Estas são acentuadas ao contrário das originais. Qual a forma correcta?
Pagado, ganhado e gastado: particípios em desuso?
Pelo visto, estou ultrapassado. Aprendi há muito que pagado é um arcaísmo, embora o Saramago, talvez por influência do castelhano, do catalão ou do valenciano, o use com frequência nas suas obras. Quanto a o gastado e o ganhado terem dado o lugar a gasto e a ganho, também quando usados com o verbo ter, confesso-me surpreendido. Passou a ser norma? E as formas gastado e ganhado são alternativas às simplificadas, quando usadas com o verbo ter, ou já ganharam o estatuto de arcaísmos?
A seguir, virá a aceitação da palavra “empregue”, que já vi num dicionário, e a da palavra “encarregue”, que ainda não vi em nenhum.
Início de período com preposição
Na norma culta, é possível iniciar período com preposição? Por exemplo: 1 – "Por causa do medo, o homem primitivo sobreviveu e pôde evoluir". 2 – "No que concerne ao uso indiscriminado de (...)" Agradeço pelo trabalho das pessoas que formam e dão vida a este portal.
«Em seguida», «de seguida», «seguido» e «consecutivo»
Gostaria de saber acerca do uso correto do termo «em seguida» ou «seguida(o)(s)». Qual é a maneira correta de relatar um fato que ocorre seguidamente ou consecutivamente?
Por exemplo, qual é a frase correta?
«A Ponte Preta venceu dez jogos em seguida», ou «a Ponte Preta venceu dez jogos seguidos»?
Obrigado.
Condicional / futuro do pretérito
Quando estudei na escola primária aprendi uma forma verbal chamada "condicional". Tempos depois as gramáticas brasileiras passaram a chamar essa forma de "futuro do pretérito". Ora, a mesma forma verbal tanto expressa uma situação de condição (eu compraria aquele carro se o preço fosse mais baixo) como também pode expressar um futuro de um passado que entretanto não é ainda o presente – é portanto o futuro do pretérito (anos atrás não imaginava que compraria o carro que tenho hoje). Nos dois parênteses acima o verbo comprar aparece com a mesma forma mas com os sentidos diversos, não havendo portanto dúvidas acerca da exatidão das duas designações. Ocorre entretanto que em 90% dos casos da linguagem usual o sentido é de condicional, não de futuro do pretérito. Ademais, este segundo sentido é produto de uma linguagem mais elaborada, fora do alcance de uma criança do curso primário, argumentos que ao meu ver justificariam a manutenção do termo "condicional", já que além da maior freqüência do primeiro é naquele curso que tomamos conhecimento da forma verbal. Tenho notado ao longo da vida que os profissionais de qualquer área (inclusive da minha Engenharia) têm a tendência de criar uma linguagem complicada, fora do alcance dos "iniciados", parecendo ser esta a única razão dos gramáticos brasileiros terem passado a adotar a designação de "futuro do pretérito". Parece-me que em Portugal continua-se a usar a designação de "condicional". Poderiam os senhores, por gentileza, esclarecer o assunto? P.S.: Sou engenheiro civil, professor do curso de Engenharia Civil da Escola Politécnica de Pernambuco, e Inspetor de Obras Públicas do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco. Embora engenheiro 24 horas por dia tenho um grande interesse pela minha língua, por estar convencido de que o idioma é o maior traço da identidade de um povo. O local de acesso a este endereço eletrônico é o Tribunal de Contas.
Líder e líderes
Nos noticiários da TV é frequente ouvir-se "lidres". É correcto?
Nélson ou Nelson?
Gostaria de saber se se escreve Nélson ou Nelson. Já consultei um dicionário de antropónimos (ex.: Diciopédia – Porto Editora) onde o nome aparece grafado com acento agudo (Nélson), embora este nome apareça escrito, quase sempre, sem o referido acento. Estou com dúvidas e queria ser esclarecido. Muito obrigado.
Gostaria/gostava
Estive em Portugal algumas vezes. Adoro o país (meu avôzinho) e seu povo puro e bom. Gostaria de saber: quando pergunto a alguém aí se "gostaria" de qualquer coisa, respondem-me, sempre, "gostava". É correto, costume ou estado de espírito?
