DÚVIDAS

Os adjectivos viral e vírico
Sou virologista de um tempo em que não havia muitos em Portugal. Não tínhamos uma nomenclatura consensual mas, talvez por influência inglesa, sempre usámos todos o adjectivo viral. Hoje, os infecciologistas usam também vírico. Quem tem razão? Pelo contrário, é frequente ouvir duas designações transcritas literalmente do inglês que não correspondem ao uso dos virologistas portugueses: vírus influenza em vez do clássico vírus da gripe e vírus vaccínia em vez de vez de vírus da vacina.
O uso copulativo de verbos plenos
Na oração "A caneta deslizava sozinha sobre o papel", qual a função sintáctica de "sozinha"? Poderá considerar-se, como parece, um complemento circunstancial de modo? E se assim for, teremos que considerar "sozinha" como um advérbio? Mas os advérbios não são uniformes? E se classificarmos a palavra como adjectivo, que parecer ser, poderemos continuar a considerá-la como complemento circunstancial de modo? Por outro lado, sendo o verbo "deslizar" um verbo intransitivo, poderemos classificar sintacticamente "sozinha" como um predicativo do sujeito?
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