DÚVIDAS

Achar e acreditar com os modos indicativo e conjuntivo
Gostaria que me tirassem algumas dúvidas quanto ao uso do indicativo e conjuntivo com verbos de opinião. As gramáticas indicam que depois de verbos de opinião na forma afirmativa usamos o indicativo e depois da negativa usamos o conjuntivo. a) Acho que o livro está na biblioteca. b) Não acho que o livro esteja na biblioteca. Seria agramatical dizer o seguinte? c) Acho que o livro não está na biblioteca. d) Achei que o livro estivesse na biblioteca. De acordo com a regra, d) não deveria ser «Achava que o livro estava na biblioteca»? E quanto às seguintes frases? (e) Não achei que o livro estava na biblioteca. (f) Não creio que hoje fico em casa. E uma última questão, o verbo acreditar segue a mesma regra que os restantes verbos de opinião ou há alguma exceção? (g) Acredito que o livro está na biblioteca. (h) Não acredito que o livro esteja na biblioteca. Com este verbo, soa-me melhor ouvir as duas formas, afirmativa e negativa, no modo conjuntivo. Pedia que me confirmassem se estão corretas as frases. Caso sejam gramaticais, qual é, afinal, a regra para o uso indicativo e conjuntivo com os verbos de opinião? Obrigada!
Mostrar e demonstrar
Questiono-me quanto à diferença efetiva entre mostrar e demonstrar? Por exemplo, o verbo demonstrar na frase «O Cavaleiro demonstra-se resiliente», o verbo demonstrar não me parece aceitável, por não poder ser reflexivo. Logo, a forma correta seria «O Cavaleiro mostra-se resiliente». No entanto, na frase «O Cavaleiro demonstra resiliência», o verbo já me parece aceitável. Por outro lado, os dicionários apresentam definições que apontam para ambos serem sinónimos um do outro. Assim sendo, como posso explicar de forma coerente e clara a diferença entre os dois verbos? Muito grata
O verbo plasmar
No passado domingo [12/01/2025]  no programa Princípio da Incerteza com a dra. Alexandra Leitão, dr. Miguel Macedo e dr. Pacheco Pereira, a primeira intervenção coube à dra. Alexandra Leitão de que cito parte da seguinte passagem: «E aquilo que motivou, pelo menos a mim, e muita gente a ir à rua foi uma afirmação de defesa de valores, que são os valores e os princípios em que assentam os regimes democráticos e os regimes dos estados de direito e, em especial, estamos em Portugal, o regime que está PLASMADO na constituição em 76, que saiu do 25 de abril, o que é em concreto liberdade, igualdade, não discriminação, dignidade da pessoa humana, tudo isso...» Ora tenho-me deparado recorrentemente com a utilização «está plasmado» na constituição, na lei n.º..., etc. Embora perceba o sentido, agradeço o Vosso esclarecimento, já que o significado que aparece no dicionário da Porto Editora não tem nada a ver com o que, como digo, aparece frequentemente enunciado.
ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de LisboaISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa