Coesão referencial: «Nesse aspeto, o Reino do Butão...»
Observa o excerto:
«Desde aí o país tem seguido uma visão alternativa e holística do desenvolvimento que dá ênfase não apenas ao crescimento económico mas também à cultura, à saúde mental, à compaixão e à comunidade. Nesse aspeto, o Reino do Butão tem vindo a destacar-se.»
Qual o mecanismo de coesão presente na expressão «nesse aspeto»?
Marcadores discursivos: «no final» e «em conclusão»
Perguntava-vos se a expressão «no final» é aceitável/pode ser sinónima de «em conclusão», num texto.
Obrigado
O advérbio ali como deítico e como anáfora
Consideremos a frase «As ruas de Lisboa estão animadas. Por ALI encontramos muitos turistas».
Qual é o valor do advérbio de lugar ali, nesta frase? Será anafórico?
Cordialmente.
Ou inclusivo vs. ou exclusivo
A conjunção ou indubitavelmente é classificada como conjunção alternativa em qualquer livro de gramática. Não obstante, vejo que no contexto abaixo o sentido expresso por ela está mais adição em vez de alternância. Seria correto classificá-lo como conjunção aditiva?
«O professor fala português ou inglês fluentemente.»
Obrigado.
Processos de coesão, correferência não anafórica
Quais são os processos de coesão?
Ainda se fala de correferência não anafórica?
Obrigada.
Afinal, um marcador discursivo
Gostaria, por gentileza, de saber se é correto classificar o vocábulo afinal, no contexto abaixo, como conjunção explicativa, porque, a meu ver, sua função, na aplicação em questão, se aproxima muito do sentido expresso pela conjunção porque.
«Esqueça aquela garota, afinal ela não merece seus sentimentos.»
Orações coordenadas elípticas
Na frase:
«Eu nunca sei como, quando e onde ele vai atacar.»
Há verbos implícitos nesta frase? Quais?
E na frase:
«O cão morrerá, se não de fome, de sede.»
Há verbos implícitos nesta frase? Quais? Como saber se há verbos implícitos numa frase?
Obrigado.
Coesão, coerência e o verbo nascer
As frases têm problemas de coesão ou coerência?
«As escola está fechado.»
«Quando chegamos em tua casa, você tinhas saído.»
«Um relógio comprou a Maria.»
«Eu nasci gémeos.»
Coesão lexical por substituição
Na frase «Talvez o conhecimento de tantos poemas lindíssimos de amor que escreveu despertasse o interesse de milhões de alunos para a obra maior da nossa literatura», a expressão «a maior obra da nossa literatura» é uma referência a Os Lusíadas.
Estamos perante uma referenciação anafórica por substituição ( sinonímia) ou conceptual?
Sujeito subentendido ambíguo
«A mãe bateu na filha porque estava bêbeda»
Observem o período acima, dizem que ele é ambíguo, pois na proposição não há como dizer quem estava bêbeda: a mãe ou a filha. Contudo, a meu ver não existe ambiguidade pelos motivos que abaixo apresento. Para fins didáticos, separei o período acima em três partes, a saber:
1º Parte: a mãe bateu na filha. Temos um sujeito agente simples "mãe", um verbo transitivo indireto "bateu" e um objeto indireto "filha". Esta oração é clara e não há ambiguidade nela.
2ª Parte: estava bêbeda. Na forma em que o verbo "estava" se apresenta, ele esconde dois sujeitos, o primeiro é o pronome do caso reto "eu" e o segundo é o também pronome do caso reto "ela", portanto, é aqui que está a ambiguidade. Esse verbo é de ligação e ele diz duas coisas ao mesmo tempo, veja: eu estava bêbeda; ela estava bêbeda.
3ª Parte: porque. Essa palavra "porque" é um conectivo cuja finalidade é fazer uma subordinação, por este método, as propriedades da oração subordinada passam para a oração principal e é a partir daqui que as coisas começam a ficar mais claras. Realizando o translado temos que, por meio do conectivo, as propriedades da oração subordinada transferem-se para a oração principal. Desse modo, o sujeito agente oculto “eu” refere-se ao sujeito agente expresso “mãe” da oração principal. Todavia, a mesma lógica não pode ser aplicada ao sujeito agente oculto “ela” da oração subordinada, porque não há outro sujeito agente expresso na oração principal na terceira pessoa do singular.
Concluímos então, que o adjetivo “bêbeda” de modo algum manda seta para “filha”, posto tratar-se de um objeto indireto e não sujeito oculto do verbo “estava”. Ademais, considerando-se "porque estava" uma locução adverbial, tal locução manda seta para o verbo "bateu", então teremos que "a mãe bateu porque estava bêbeda". Semanticamente temos uma mulher praticando um ato influenciada pelo uso de entorpecente. Portanto, a filha é vítima três vezes: da mãe, das sovas e do entorpecente.
Caso esteja correta minha análise, o erro maior praticado pelos intérpretes encontra-se quando alguém faz uma interpretação de um texto sem aplicar primeiro uma análise morfossintática.
Está correta minha análise? A locução adverbial é de causa? Se não estiver, por favor, expliquem onde errei.
Obrigado.
